Eleitores de Alcácer do Sal votam apesar de Presidente já eleito

Neste domingo, os eleitores de Alcácer do Sal dirigiram-se às urnas para votar, mesmo após a eleição do novo Presidente da República. O ato eleitoral, que foi adiado uma semana devido a cheias que afetaram a região, contou com a participação de cidadãos que consideram que votar é um “dever cívico”.

Maria Semião, uma das eleitores presentes na Escola Básica Pedro Nunes, destacou a importância de participar no processo eleitoral, mesmo com a certeza de que António José Seguro já foi eleito. “É um dever cívico que a gente tem”, afirmou à Lusa, sublinhando que a votação é uma questão de honra e responsabilidade. Por sua vez, Fernando Seloriano também expressou a sua satisfação por poder votar, considerando que a decisão de adiar as eleições foi a melhor opção.

Embora alguns moradores tivessem manifestado a intenção de não votar, alegando que a eleição já estava decidida, a Agência Lusa verificou uma afluência razoável nas mesas de voto. Maria Gonçalves, que habitualmente vota na Abegoaria, elogiou a escolha do local, afirmando que “esta foi a melhor opção”, uma vez que os locais habituais estavam sem condições adequadas.

No entanto, nem todos os eleitores estavam satisfeitos com a solução encontrada. Maria Carvalho, de 77 anos, criticou o adiamento, considerando-o um “remendo mal feito”. Para ela, a adaptação das medidas deveria ser uniforme em todo o país.

A afluência às urnas foi considerada normal pelos membros das mesas de voto. Carla Cunha, uma das escrutinadoras, comentou que, até ao meio da manhã, apenas 101 dos 940 inscritos tinham votado. “Se vier metade já é muito bom”, disse, revelando alguma desilusão com a participação.

A presidente da mesa, Maria do Rosário Hilário, também notou que a afluência estava dentro do esperado, embora tivesse antecipado uma participação inferior. A autarquia de Alcácer do Sal, em resposta às inundações, pediu à Comissão Nacional de Eleições que as eleições fossem adiadas, tendo em conta a situação de calamidade.

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Clarisse Campos, presidente da Câmara Municipal, fez um apelo à população para que cumprisse o seu “dever cívico”, recordando que as mesas de voto estavam concentradas na Escola Básica Pedro Nunes devido às limitações causadas pelas cheias. Para facilitar a votação, a autarquia disponibilizou transporte gratuito para eleitores que residem em áreas isoladas.

Na aldeia de Vale de Guizo, a autarquia até disponibilizou um transporte aquático para que os moradores pudessem votar, uma vez que a estrada que liga as localidades ainda se encontra submersa.

Com a eleição de António José Seguro, que obteve 66,83% dos votos, os eleitores de Alcácer do Sal demonstraram que, independentemente do resultado, a participação cívica é fundamental. Leia também: O impacto das cheias nas comunidades locais.

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Fonte: Sapo

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