O Município da Batalha, no distrito de Leiria, estima que os prejuízos causados pela depressão Kristin alcancem os três milhões de euros. O presidente da Câmara, André Sousa, revelou que a prioridade é garantir a eletricidade a todas as habitações e empresas do concelho até ao final da semana.
Atualmente, ainda existem centenas de casas e empresas sem eletricidade. Após uma reunião com o secretário de Estado, o autarca informou que a E-Redes está a trabalhar para resolver a situação. “Estamos a fazer um levantamento casa a casa para identificar as habitações sem eletricidade”, disse André Sousa. Ele alertou que, apesar de alguns moradores estarem a receber energia através de geradores, a instabilidade da rede pode causar falhas.
Os danos na infraestrutura são significativos. O presidente da Câmara destacou que o município está a entrar numa fase de reconstrução, que inclui a recuperação de estradas e edifícios municipais danificados. “Temos muitas estradas em mau estado e precisamos de fazer um levantamento detalhado”, acrescentou.
Para apoiar os cidadãos, a Câmara disponibilizou um ponto de atendimento na Junta de Freguesia da Batalha, onde os residentes podem preencher formulários para candidaturas a apoios financeiros. Até agora, foram apresentadas cerca de 300 candidaturas, com um investimento estimado em 1,5 milhões de euros.
O foco do município é o restabelecimento da eletricidade e a requalificação das vias. André Sousa enfatizou a importância de revitalizar o tecido económico da Batalha, que foi severamente afetado. “Vamos ajudar as associações e empresas a submeter candidaturas para apoios, embora o município também tenha sofrido bastante”, afirmou.
O autarca reconheceu que a recuperação não será um processo rápido. “Este próximo mandato será marcado pela reconstrução, mas não podemos descurar outras obras já projetadas, como o novo centro de saúde”, disse. O orçamento municipal terá de ser adaptado para fazer face a esta nova realidade.
Atualmente, o município ainda acolhe quatro deslocados, mas a situação deverá ser resolvida em breve. A passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta causou a morte de dezasseis pessoas em Portugal, além de feridos e desalojados. As consequências do mau tempo incluem a destruição de casas e empresas, queda de árvores, e o corte de serviços essenciais, como eletricidade e água.
As regiões mais afetadas foram o Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo. A situação de calamidade que abrangeu os 68 concelhos mais afetados terminou no último domingo.
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Fonte: Sapo





