Inteligência artificial nas casas portuguesas: 72% já utilizam

A inteligência artificial (IA) está a ganhar cada vez mais espaço nos lares portugueses. De acordo com o estudo “AI Home” da Samsung, 72% dos portugueses já utilizam algum tipo de IA em casa, principalmente integrada em eletrodomésticos. Este número está próximo da média europeia, mas ainda abaixo do que se verifica na Coreia do Sul, onde 80% da população recorre a dispositivos inteligentes.

O estudo revela que a adoção de inteligência artificial em casa em Portugal tem sido gradual. Entre os utilizadores, 42% possuem apenas um ou dois equipamentos inteligentes, sendo considerados utilizadores “leves”. Já 29% utilizam entre três e quatro dispositivos, classificados como utilizadores “médios”, enquanto os restantes 29% são considerados utilizadores avançados, com cinco ou mais aparelhos conectados.

Nuno Parreira, diretor geral da Samsung Portugal, salienta que os dados indicam uma adoção de IA cautelosa e pragmática. “Muitos consumidores ainda estão numa fase inicial, com poucos dispositivos, não por falta de interesse, mas pela necessidade de maior clareza e confiança”, explica. Para acelerar esta transição, é essencial que a tecnologia demonstre benefícios concretos no dia a dia, como a redução da fatura da eletricidade, o aumento do conforto térmico e a melhoria da segurança em casa.

O futuro da tecnologia em casa parece promissor, com 69% dos portugueses a sentirem-se prontos para adotar mais soluções baseadas em IA. Além disso, 64% acreditam que a utilização de inteligência artificial em casa irá aumentar nos próximos dois anos. O conceito de uma “AI Home” é visto como apelativo por 71% dos inquiridos, o que reflete uma abertura significativa para a integração de tecnologias inteligentes no quotidiano.

A eficiência energética continua a ser o principal motor da adoção de inteligência artificial em casa. Os três benefícios mais valorizados pelos consumidores são a monitorização do consumo de energia (47%), a segurança (46%) e o controlo da temperatura (25%). Portugal destaca-se como um dos países mais motivados pela poupança energética, superando mercados como a Coreia do Sul. Reduzir a fatura da eletricidade, evitar o desperdício de energia e automatizar tarefas diárias são algumas das vantagens que atraem os portugueses.

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“A poupança energética é uma questão central na vida dos utilizadores. Nos próximos anos, a IA terá um papel cada vez mais ativo na antecipação de necessidades e na otimização dos consumos energéticos”, afirma Nuno Parreira. Ele acredita que estamos a caminhar para casas que aprendem e memorizam os hábitos dos utilizadores, ajustando consumos conforme horários e tarifas energéticas.

Apesar do crescente interesse pela inteligência artificial, os portugueses demonstram preocupação com a privacidade e a segurança dos seus dados. O estudo revela que 66% dos inquiridos estão preocupados com a proteção dos seus dados, o valor mais elevado entre os países analisados. Além disso, 93% expressam pelo menos uma preocupação relacionada com a adoção de tecnologia inteligente em casa.

A relutância em delegar decisões importantes à IA é evidente: 45% dos inquiridos sentem ansiedade com a ideia de uma casa totalmente controlada por inteligência artificial, e apenas 25% aceitariam decisões importantes automatizadas. Este contraste é significativo, especialmente em comparação com a Coreia do Sul, onde 49% aceitam essa possibilidade. A maioria dos portugueses (61%) prefere gerir a tecnologia através de uma aplicação no telemóvel, o que reforça a necessidade de soluções que sejam transparentes e centradas no utilizador.

“O estudo mostra que os portugueses querem tecnologia que os ajude no dia a dia, mas que não lhes retire o controlo. Acreditamos que a inteligência artificial deve ser um apoio às rotinas, nunca um substituto da decisão humana”, conclui Nuno Parreira.

Leia também: O impacto da inteligência artificial na eficiência energética.

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Fonte: ECO

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