A Brisa Concessão Rodoviária (BCR) anunciou que a consolidação do aterro sob o viaduto da Autoestrada 1 (A1), que cedeu devido ao rebentamento do dique do rio Mondego, está concluída. A empresa prevê que a reconstrução da plataforma comece ainda esta semana.
Em comunicado, a Brisa informou que, quatro dias após o incidente, foram finalizados os trabalhos de enrocamento do aterro, que era essencial para evitar a erosão da área afetada. A empresa destacou que mais de nove mil toneladas de material pétreo foram utilizadas para estabilizar a zona, preparando o terreno para a reconstrução da plataforma da A1, entre os nós de Coimbra Sul e Coimbra Norte.
Nos últimos dias, mais de 70 trabalhadores e técnicos estiveram mobilizados no local, com mais de 50 meios de transporte e equipamentos a trabalhar incessantemente. Ao todo, 35 camiões percorreram mais de 80 mil quilómetros para transportar os materiais necessários para a primeira fase da obra.
Os trabalhos de consolidação foram fundamentais para impedir que os danos causados pela força das águas do Mondego se agravassem. A reconstrução da laje de transição e do pavimento só poderá avançar agora que o aterro foi reposto. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) também já iniciou os trabalhos para o fecho provisório da zona onde ocorreu o rebentamento do dique, uma obra que está a ser realizada sob o viaduto C.
A Brisa adiantou ainda que, nos próximos dias, será finalizada a solução técnica para a reparação definitiva da via, com a expectativa de que esses trabalhos se iniciem esta semana. A situação está a ser monitorizada por equipas técnicas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Ministério das Infraestruturas e Habitação.
A rutura na infraestrutura, que ocorreu na noite de 11 de fevereiro, foi provocada pelo rebentamento do dique do Mondego e pela escavação dos solos do aterro, devido ao elevado débito de água no rio na região de Coimbra. Para os utilizadores da A1, as vias alternativas continuam a ser o corredor A8/A17/A25 ou o IC2.
A passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta causou uma tragédia em Portugal, com dezasseis mortes, centenas de feridos e desalojados. As consequências do temporal foram devastadoras, incluindo a destruição de casas, empresas e infraestruturas, além de inundações e cortes de serviços essenciais. A situação de calamidade que afetou os 68 concelhos mais impactados terminou no passado domingo.
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Fonte: ECO





