A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira anunciou que os prejuízos causados pelas recentes intempéries no concelho estão estimados em cerca de 15 milhões de euros. Este valor resulta de um total de 483 ocorrências registadas, que levaram à evacuação de mais de 30 moradores, conforme comunicado emitido pela autarquia.
Fernando Paulo Ferreira, presidente da Câmara, destacou que as tempestades provocaram danos significativos e que o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil foi desativado após 11 dias de condições meteorológicas adversas. O autarca revelou que está a trabalhar em conjunto com outros presidentes de câmaras da Área Metropolitana de Lisboa para solicitar ao Governo um apoio adicional, que permita realizar as obras necessárias para restaurar a normalidade no município.
Durante a reunião de câmara, realizada no Pavilhão Multiusos de Vila Franca de Xira, Ferreira informou que foram mobilizados 1.471 operacionais e 277 viaturas para responder às ocorrências desde 5 de fevereiro. Além disso, foram acolhidas 33 pessoas, retiradas de áreas em risco de inundação, e montadas duas zonas de apoio à população, onde foram disponibilizados refúgios e alimentação de emergência.
O presidente da autarquia elogiou o trabalho dos bombeiros, forças de segurança e instituições locais, mas também criticou a falta de recursos de entidades nacionais, como a E-Redes, que deixou muitas famílias sem eletricidade. Ferreira apontou igualmente a Infraestruturas de Portugal (IP) como responsável por uma resposta lenta, o que obrigou a Câmara a tomar medidas urgentes.
Além das intervenções em Vila Franca de Xira, os bombeiros do concelho prestaram apoio em distritos vizinhos, como Santarém e Leiria, realizando diagnósticos de construções afetadas. Embora os caminhos ribeirinhos estejam agora abertos, o de Vila Franca de Xira requer trabalhos mais intensivos antes de poder ser utilizado plenamente.
O presidente sublinhou que a recuperação está longe de estar concluída, sendo necessário continuar a avaliar as vias, possíveis deslizamentos de terras e a situação das habitações. As consequências das tempestades, que resultaram em 16 mortes em Portugal, incluem a destruição de casas, empresas e infraestruturas, além de inundações e cortes de serviços essenciais.
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Fonte: Sapo





