Apoios à compra de casa para jovens: impacto e benefícios

Os apoios à compra de casa para jovens, que incluem garantias públicas, isenções de IMT e imposto do selo, estão a facilitar a aquisição da primeira habitação por parte de jovens até 35 anos. Estas medidas visam aliviar o peso financeiro que muitos enfrentam ao tentar comprar a sua casa própria.

A garantia pública é um dos principais instrumentos. Permite que os jovens solicitem crédito à habitação sem a necessidade de uma entrada mínima de 10%. Em vez disso, o Estado atua como fiador, cobrindo até 15% do capital em dívida, o que significa que, num financiamento total de 200 mil euros, o Estado pode intervir até 30 mil euros em caso de incumprimento.

Para beneficiar desta garantia, os jovens devem ter entre 18 e 35 anos, residir em Portugal e não ultrapassar o 8.º escalão do IRS. Além disso, não podem ser proprietários de imóveis e devem ter um limite de transação de 450 mil euros. O Estado mantém-se como fiador durante 10 anos, o que pode ser uma ajuda crucial para quem está a dar os primeiros passos no mercado imobiliário.

Os impactos na procura de casa são significativos. Por exemplo, um casal com um rendimento líquido de 3.000 euros e 20 mil euros em capitais próprios pode, sem a garantia, procurar uma casa no valor de 156.804 euros. Com a garantia pública, esse valor sobe para 269.568 euros, embora a taxa de esforço aumente de 19% para 35%. Este aumento é um fator importante a considerar, pois um empréstimo maior implica pagamentos mensais mais altos e mais juros a longo prazo.

Além da garantia, os jovens também podem beneficiar de isenções de IMT e imposto do selo. Para casas até 330.539 euros, não há pagamento de IMT, o que representa uma poupança significativa. Se a casa custar entre 330.539 e 660.982 euros, há um desconto considerável. Esta isenção permite que os jovens utilizem o dinheiro que seria destinado a impostos para a entrada ou outras despesas relacionadas com a compra.

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Ao combinar a garantia pública com as isenções, um casal pode procurar uma casa até 279.467 euros, o que representa uma oportunidade valiosa no mercado. A prestação mensal, neste caso, seria de 1.050 euros, mantendo uma taxa de esforço de 35%.

Por último, os jovens também beneficiam de isenções nos emolumentos de registo, que são custos adicionais a considerar na compra de casa. Os valores para registo da aquisição e da hipoteca são reduzidos, tornando o processo mais acessível.

Em suma, os apoios à compra de casa para jovens têm um impacto positivo na capacidade de aquisição de habitação própria, permitindo que muitos jovens realizem o sonho da casa própria. No entanto, é essencial que os compradores estejam cientes das suas responsabilidades financeiras ao optar por estes apoios.

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Fonte: Doutor Finanças

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