A Comissão Europeia anunciou, esta terça-feira, o início de uma investigação formal à empresa chinesa Shein. As suspeitas centram-se no design aditivo da plataforma, na falta de transparência nas suas recomendações e na venda de produtos ilegais na União Europeia, incluindo itens associados a abuso sexual de menores.
De acordo com o comunicado do executivo comunitário, a investigação visa analisar os mecanismos que a Shein implementou para evitar a comercialização de produtos proibidos no mercado europeu. Entre os itens em questão estão bonecas com características que podem ser consideradas sexualizadas e que têm uma aparência infantil. Esta polémica já levou a críticas em França, onde as autoridades exigiram a retirada imediata desses produtos, levantando questões sobre a violação das regras de proteção de menores.
Além disso, a investigação da UE irá avaliar os riscos associados ao design da plataforma, que inclui sistemas de pontos e recompensas que incentivam a interação dos utilizadores. A Comissão Europeia considera que estas funcionalidades podem ter impactos negativos no bem-estar e na proteção dos consumidores online.
Outro foco da investigação é a transparência dos sistemas de recomendação personalizados utilizados pela Shein. A empresa, que tem uma forte presença no mercado europeu, tem sido alvo de crescente escrutínio por parte das autoridades e de organizações de defesa do consumidor. As queixas incluem alegações de falhas na remoção de produtos ilegais e inseguros, bem como práticas comerciais consideradas pouco transparentes.
A União Europeia tornou-se a primeira jurisdição a estabelecer regras rigorosas para plataformas digitais, obrigando-as a remover conteúdos ilegais e nocivos. Esta nova Lei dos Serviços Digitais foi criada para proteger os direitos fundamentais dos utilizadores online e responsabiliza as plataformas por conteúdos prejudiciais, incluindo desinformação. As empresas que não cumprirem estas normas poderão enfrentar coimas proporcionais à sua dimensão.
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Shein Shein Nota: análise relacionada com Shein.
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Fonte: ECO





