Martifer estabelece novo acordo tripartido para gestão até 2030

A Martifer – SGPS anunciou a implementação de um novo Acordo Parassocial Tripartido que redefine a sua estrutura de controlo e estabelece uma estratégia até 2030. Este acordo, que entrou em vigor após a aprovação das autoridades da concorrência em janeiro de 2026, marca o início de uma nova fase de gestão colaborativa para o grupo.

O acordo foi firmado entre a Visabeira Indústria SGPS, a I’M – SGPS, dos fundadores Carlos e Jorge Martins, e a Mota-Engil SGPS. Juntas, estas entidades controlam agora 85,59% dos direitos de voto da Martifer, consolidando um bloco acionista que visa garantir uma gestão eficiente e sustentável. Esta união de interesses surge após a Visabeira ter lançado uma Oferta Pública de Aquisição (OPA), que obteve as necessárias autorizações regulamentares.

A nova configuração acionista estabelece um equilíbrio de forças entre os parceiros. A Visabeira, ao adquirir 24% da posição anteriormente detida pelos irmãos Martins, torna-se um parceiro de referência. A Mota-Engil mantém a sua presença histórica na empresa, enquanto a I’M continua envolvida, embora com uma posição reduzida em relação ao passado.

O acordo tripartido estabelece um modelo de governo monista e define a ocupação dos cargos nos mandatos de três anos. Com a Martifer a manter ações cotadas em bolsa, o Conselho de Administração será composto por 13 membros, sendo 9 não executivos, com uma nomeação equitativa entre as partes. A presidência do Conselho será atribuída à I’M, enquanto a Comissão Executiva terá quatro membros, incluindo o CEO, indicado pela Visabeira.

Para garantir a eficiência nas nomeações, o acordo prevê um sistema rigoroso que evita impasses. Caso não haja consenso, a parte com direito de indicação apresenta uma lista de três candidatos, e o processo prossegue até que os cargos sejam preenchidos. Este mecanismo visa assegurar a estabilidade na gestão da Martifer.

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O Acordo Parassocial Tripartido também estabelece regras claras sobre a distribuição de dividendos, prevendo a distribuição de pelo menos 50% dos lucros anualmente, com a exceção de que os lucros de 2025 deverão ser distribuídos na totalidade, respeitando os limites contratuais dos financiamentos bancários.

Além disso, o acordo blinda a Martifer contra instabilidades acionistas, prevalecendo sobre os estatutos da sociedade em caso de discrepâncias. A colaboração entre as partes é essencial para criar uma base social sólida e rentabilizar o capital, com um foco claro na sustentabilidade e eficiência.

A Visabeira assumirá a responsabilidade de lançar uma nova OPA, com o objetivo de retirar a Martifer da bolsa, comprometendo-se a viabilizar a exclusão voluntária de negociação das ações restantes. Este passo é fundamental para a transição para um modelo de capital fechado, que permitirá uma gestão mais focada e estratégica.

Com este acordo tripartido, a Martifer posiciona-se para um ciclo de crescimento robusto, unindo o know-how dos fundadores à capacidade de escala da Visabeira e da Mota-Engil. A nova estrutura promete trazer uma gestão profissionalizada e colaborativa, essencial para enfrentar os desafios do futuro.

Leia também: O impacto das OPA no mercado acionista.

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Fonte: Sapo

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