Universidade Nova de Lisboa e o debate sobre a língua de ensino

A Universidade Nova de Lisboa está no centro de uma polémica relacionada com a língua de ensino nas suas faculdades. O novo reitor, Paulo Pereira, emitiu um despacho que obriga as faculdades a escolher entre utilizar a designação oficial em português ou adotar um modelo bilingue, que inclua a versão inglesa. Esta decisão levanta questões sobre a autonomia das instituições de ensino superior e o impacto na competitividade do país.

A medida surge num contexto em que a Nova SBE, uma das faculdades mais prestigiadas da universidade, tem atraído um número significativo de alunos estrangeiros. A faculdade tem sido reconhecida pela sua excelência académica e pela capacidade de captar investimento privado, o que tem contribuído para a sua notoriedade internacional. No entanto, a nova orientação do reitor parece sugerir uma tentativa de uniformizar a identidade da universidade, o que pode ter consequências negativas para a sua reputação.

Paulo Pereira defende que a utilização da língua portuguesa nos documentos e comunicações oficiais é fundamental para preservar a identidade cultural do país. Contudo, muitos questionam se esta abordagem não poderá comprometer a qualidade do ensino e a atratividade da universidade para estudantes internacionais. O reitor afirmou que é “inadmissível” que universidades públicas tenham cursos lecionados exclusivamente em inglês, argumentando que isso coloca em risco o sistema de ensino público.

A discussão em torno da Universidade Nova de Lisboa não se limita apenas à questão da língua. A autonomia da instituição e a sua capacidade de inovar são também temas centrais. A Nova SBE, por exemplo, tem beneficiado de uma parceria público-privada que permitiu a criação de condições para uma formação académica de excelência. A imposição de uma designação em português pode ser vista como um retrocesso, especialmente quando se considera que a universidade já tem uma forte presença internacional.

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É importante reconhecer que a língua é um elemento crucial da identidade cultural, mas a universidade deve também ser vista como um motor de desenvolvimento económico. A Nova SBE tem atraído docentes de renome internacional e oferece uma experiência académica diversificada, que é vantajosa para os alunos portugueses. Se a visão do novo reitor não for reavaliada, corre-se o risco de comprometer tudo o que foi conquistado até agora.

A discussão sobre a Universidade Nova de Lisboa e a sua abordagem ao ensino superior é, portanto, mais do que uma simples questão linguística. É uma reflexão sobre o futuro da educação em Portugal e a sua capacidade de se afirmar num mundo cada vez mais globalizado. Leia também: O impacto da língua no ensino superior em Portugal.

Universidade Nova de Lisboa Universidade Nova de Lisboa Nota: análise relacionada com Universidade Nova de Lisboa.

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Fonte: ECO

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