O excedente externo da economia portuguesa registou uma queda para 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, de acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP). Este valor representa uma diminuição face ao ano anterior, quando o excedente alcançou 3,3%, um recorde histórico desde 1953.
Excluindo o ano de 2024, que foi excecional, o rácio de 2025 é o mais elevado desde 2013, quando se fixou em 3,2%. Em termos absolutos, a economia portuguesa apresentou um excedente externo de 8,3 mil milhões de euros, uma redução de 1,2 mil milhões de euros em comparação com 2024.
Um dos fatores que contribuiu para esta evolução foi o saldo positivo das exportações de bens e serviços, que superou as importações em 3,7 mil milhões de euros, correspondendo a 1,2% do PIB. No entanto, é importante notar que o saldo da balança de bens e serviços diminuiu em relação aos 6,4 mil milhões de euros (2,2% do PIB) registados no ano anterior.
O aumento do défice da balança de bens, que cresceu quatro mil milhões de euros, também teve um impacto significativo. Em termos percentuais, este défice passou de -8,8% em 2024 para -9,6% em 2025. Esta trajetória reflete, por um lado, o aumento das importações de bens e, por outro, a diminuição das exportações.
O Banco de Portugal explica que o crescimento das importações se deve, principalmente, ao aumento das compras de produtos alimentares, bebidas e tabaco, bem como de material de transporte. Por outro lado, a redução das exportações concentrou-se, em grande parte, nos produtos petrolíferos refinados.
A análise destes dados é crucial para entender a evolução da economia portuguesa e as suas interações no mercado global. A diminuição do excedente externo pode ter implicações significativas para as políticas económicas e para a balança comercial do país.
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excedente externo excedente externo Nota: análise relacionada com excedente externo.
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Fonte: ECO





