Juros do crédito à habitação continuam a descer em Portugal

Os juros do crédito à habitação em Portugal têm apresentado uma tendência de queda consistente ao longo dos últimos 24 meses. Em janeiro, a taxa de juro implícita para todos os contratos de crédito à habitação fixou-se em 3,111%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta diminuição de 1,9 pontos base em relação a dezembro de 2025 marca mais um passo na trajetória de descida que começou em fevereiro de 2024.

Desde o pico de 4,657% alcançado em janeiro de 2024, os juros já caíram um total de 154,6 pontos base. Nos contratos mais recentes, celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro foi de 2,847%, o que representa uma ligeira descida de 0,3 pontos base face ao mês anterior. Este valor reflete uma redução acumulada de 153,3 pontos base desde o máximo de outubro de 2023.

No que diz respeito ao financiamento para a aquisição de habitação, que é o segmento mais relevante do crédito à habitação, a taxa de juro implícita desceu para 3,108%, uma diminuição de 2,1 pontos base em relação a dezembro de 2025. Assim como no total dos contratos, este segmento também regista o 24.º mês consecutivo de queda nos juros.

Para os contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro para a aquisição de habitação foi de 2,847%, uma descida de 0,4 pontos base em comparação com o mês anterior. É interessante notar que, pelo sétimo mês consecutivo, o crédito para construção de habitação apresenta uma taxa de juro implícita de 3,049%, inferior à do financiamento para compra de casa. Por outro lado, o crédito para reabilitação de habitação continua a ter as taxas mais elevadas, fixando-se em 3,303% em janeiro de 2025.

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Em termos de prestações, a média para todos os contratos manteve-se em 399 euros, o mesmo valor registado em janeiro do ano passado. Contudo, isto representa um leve aumento de dois euros em relação a dezembro de 2025. Deste montante, 195 euros (48,9%) correspondem ao pagamento de juros e 204 euros (51,1%) ao capital amortizado, o que significa que, pelo quinto mês consecutivo, a componente de juros representa menos de 50% da prestação.

Para os contratos celebrados nos últimos três meses, a prestação média foi de 676 euros, com um aumento de apenas um euro em relação a dezembro. No entanto, comparando com janeiro de 2025, este valor subiu 75 euros, ou seja, um aumento de 12,5%.

Por fim, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos aumentou 724 euros em comparação com o mês anterior, alcançando os 75.994 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi de 168.853 euros, um aumento de 503 euros em relação a dezembro de 2025.

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Fonte: Doutor Finanças

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