Construção em Portugal: Mulheres ganham espaço no setor

A imagem tradicional de um estaleiro de construção, dominada por homens e marcada por barulho e poeira, está a mudar. A indústria da construção em Portugal está a abrir-se cada vez mais às mulheres, refletindo uma transformação significativa no setor. Com o aumento do uso de pré-fabricados e a robotização dos processos, o papel das mulheres na construção está a ganhar destaque, especialmente em ambientes fabris, onde a tecnologia permite uma maior inclusão.

Um exemplo dessa mudança é o Grupo Casais, que em 2019 lançou a Blufab, uma unidade de construção focada em soluções eficientes e sustentáveis. Atualmente, dos 72 trabalhadores da Blufab, 25 são mulheres, ocupando posições técnicas e em fábrica. António Carlos Rodrigues, presidente do Grupo Casais, sublinha que “contratamos pessoas para trabalhos qualificados e existem cada vez mais mulheres com cursos e formação superior”. De facto, as estatísticas do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que, no primeiro trimestre de 2025, 41% das 2,55 milhões de mulheres empregadas em Portugal completaram o ensino superior.

Os dados mostram que as mulheres estão a superar os homens em termos de habilitações académicas, com apenas 28% dos homens a terem formação superior. Para muitas mulheres, a escolha de uma carreira na construção não se baseia apenas na força física, mas também na componente emocional, que é cada vez mais valorizada. António Carlos Rodrigues destaca a necessidade de aumentar a produtividade no setor, onde homens e mulheres têm um papel igual na qualificação.

Além disso, a evolução tecnológica, incluindo a robótica e a inteligência artificial, está a permitir que mais mulheres trabalhem em teletrabalho, uma tendência que se intensificou após a pandemia. No primeiro trimestre de 2025, cerca de 550 mil mulheres estavam em teletrabalho, representando 21,6% do total de mulheres empregadas.

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Outra empresa que está a apostar na inovação é a Ownest, uma promotora imobiliária que utiliza a tecnologia Light Steel Framing (LSF) para acelerar a construção. O projeto Fountain by Ownest, em Vialonga, é um exemplo disso, com um investimento de cerca de um milhão de euros. Roberto Teixeira, CEO da Ownest, explica que “Portugal enfrenta um grave problema de déficit habitacional” e que o LSF permite encurtar o tempo de construção de uma casa tradicional, que normalmente demora entre 12 a 18 meses, para apenas seis a oito meses.

A construção metálica, um segmento que tem crescido significativamente, representa atualmente 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal, com um valor de 6,9 mil milhões de euros e 41 mil postos de trabalho diretos. Este setor também é responsável por 3,3% das exportações do país.

A inclusão das mulheres na construção é uma realidade em ascensão, e a combinação de novas tecnologias e uma maior diversidade de profissionais promete transformar ainda mais este setor. Leia também: O impacto da robotização na indústria da construção.

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Fonte: Sapo

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