O Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, que foi ativado a 1 de fevereiro, foi oficialmente desativado hoje, após a melhoria das condições meteorológicas e hidrológicas em Portugal. A decisão foi anunciada pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) durante uma reunião extraordinária da Comissão Nacional de Proteção Civil, realizada em Carnaxide, Oeiras, sob a presidência do secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.
Este plano foi inicialmente ativado devido ao agravamento das condições climáticas, que incluíram chuvas intensas e os seus efeitos, como cheias e inundações. A ativação ocorreu apenas cinco dias após a passagem da depressão Kristin, que já tinha causado danos significativos em várias regiões do país.
Com a ativação do Plano Nacional de Emergência, foram implementados mecanismos de coordenação que garantiram uma comunicação fluida entre as diversas entidades governamentais e as organizações envolvidas, assegurando uma resposta eficaz à situação de emergência. No entanto, a ANEPC confirmou que, após a análise dos cenários de risco, a Comissão decidiu, por unanimidade, desativar o plano, uma vez que as condições meteorológicas se encontram agora dentro da normalidade esperada para a época do ano.
A reunião contou com a presença de representantes das várias entidades que integram o Sistema Nacional de Proteção Civil. Durante o período de ativação do plano, Portugal enfrentou consequências severas devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta, que resultaram na morte de dezoito pessoas e deixaram centenas de feridos e desalojados.
As principais consequências materiais do mau tempo incluíram a destruição de habitações, empresas e infraestruturas, quedas de árvores e estruturas, bem como o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte. Além disso, houve interrupções no fornecimento de energia, água e comunicações, com as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo a serem as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais impactados foi levantada a 15 de fevereiro, marcando o fim de um período crítico para a proteção civil no país. O desagravamento das condições meteorológicas é um sinal positivo, mas as autoridades continuam atentas a possíveis novas situações adversas.
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Fonte: Sapo





