O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fez um apelo claro durante a Cimeira de Impacto da Inteligência Artificial, que decorreu em Nova Deli. Guterres pediu “menos alarido e menos medo” em relação à inteligência artificial (IA) e anunciou a criação de uma comissão da ONU dedicada ao “controlo humano da inteligência artificial”.
O objetivo desta comissão, composta por 40 cientistas internacionais, é aprofundar o conhecimento sobre a IA e avaliar os seus impactos nas economias e sociedades. Guterres sublinhou que é crucial que todos os países, independentemente das suas capacidades tecnológicas, tenham acesso a informações claras sobre a IA. “A ciência informa, mas os humanos decidem”, afirmou, destacando a necessidade de transformar o controlo humano numa realidade técnica e não apenas num slogan.
O secretário-geral enfatizou que, para que a IA beneficie a humanidade, as políticas não podem ser baseadas em suposições ou desinformação. “Precisamos de factos em que possamos acreditar e partilhar”, disse Guterres, acrescentando que, ao compreender melhor o que a IA pode e não pode fazer, será possível implementar salvaguardas mais eficazes.
Guterres alertou para a velocidade com que a inovação em IA está a avançar, superando a capacidade coletiva de compreensão e governação. “Estamos a caminhar para o desconhecido”, afirmou, reiterando a necessidade de uma abordagem fundamentada e informada. “A mensagem é simples: menos alarido, menos medo, mais factos e provas”, concluiu.
Na mesma cimeira, Guterres defendeu que a IA deve ser um bem comum e não estar nas mãos de alguns multimilionários. A reunião, que reúne líderes políticos e a elite tecnológica, visa discutir o impacto da IA e a necessidade de uma governação que priorize o interesse público.
Durante a cimeira, chefes de Estado de mais de 20 países expressaram preocupações sobre o que consideram um “monopólio digital” que ameaça a soberania dos países. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, propôs o código aberto como alternativa ao modelo atual, criticando a falta de transparência das corporações que tratam a IA como um “ativo estratégico confidencial”.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, e o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, também se juntaram ao debate, enfatizando a necessidade de políticas que protejam as populações vulneráveis e denunciando o que consideram uma nova forma de colonialismo digital.
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Fonte: Sapo





