Orbán ameaça bloquear 90 mil milhões de euros da UE à Ucrânia

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, anunciou que irá bloquear o empréstimo da União Europeia no valor de 90 mil milhões de euros destinado à Ucrânia, a menos que Kiev retome o trânsito de petróleo russo para a Hungria. Orbán fez esta declaração numa mensagem publicada na rede social Facebook, afirmando que “enquanto a Ucrânia bloquear o oleoduto Druzhba, a Hungria bloqueará o empréstimo de guerra ucraniano de 90 mil milhões de euros”.

O líder húngaro, conhecido pelo seu alinhamento próximo de Moscovo, argumenta que o oleoduto Druzhba, que foi interrompido devido a um ataque russo, já está em condições de reiniciar o transporte de petróleo, acusando a Ucrânia de atrasar o processo por motivos políticos. Esta situação surge num contexto em que a Hungria e a Eslováquia ativaram as suas reservas de emergência de petróleo, devido à interrupção do fornecimento russo desde o final de janeiro.

O empréstimo da UE, que foi aprovado politicamente em dezembro, destina-se a apoiar a Ucrânia em várias áreas, sendo que 60 mil milhões de euros serão utilizados para equipamento militar e investimento na indústria de defesa, enquanto os restantes 30 mil milhões visam ajudar a sustentar os serviços públicos e a administração. Contudo, a Hungria, a Eslováquia e a República Checa decidiram não participar neste empréstimo, uma vez que não assumiram garantias para cobrir as dívidas conjuntas.

Orbán, que se prepara para as eleições legislativas de 12 de abril, tem criticado a Ucrânia, acusando-a de interferir nas eleições húngaras e de tentar chantagear o seu governo. “A decisão dos ucranianos de bloquear o fornecimento de petróleo à Hungria através do oleoduto Druzhba é uma chantagem política descarada”, afirmou na rede social X. O primeiro-ministro húngaro considera que a Ucrânia está a pressionar a Hungria para que apoie a sua adesão à UE e a disponibilização de fundos que, segundo ele, pertencem às famílias húngaras.

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As campanhas eleitorais na Hungria começam no sábado, e Orbán enfrenta um desafio interno, com Péter Magyar, dissidente do seu partido Fidesz, a liderar as sondagens. Magyar, que se apresenta como candidato do partido Tisza, promete melhorar as relações com a UE e combater a corrupção, um tema central na sua campanha. A Hungria, que enfrenta um elevado custo de vida e é considerada o país mais corrupto da UE, precisa de uma mudança significativa, segundo Magyar.

Orbán, por sua vez, tem criticado Bruxelas e a sua influência, afirmando que a verdadeira ameaça à Hungria não é a Rússia, mas sim a pressão da União Europeia. A situação em torno do empréstimo da UE à Ucrânia e o bloqueio do oleoduto Druzhba são apenas algumas das questões que moldam o cenário político na Hungria, à medida que o país se prepara para um momento decisivo nas suas eleições.

Leia também: A situação económica da Ucrânia e o impacto na UE.

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Fonte: ECO

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