A Câmara Municipal de Torres Vedras anunciou um prejuízo significativo de 30 milhões de euros, resultante dos estragos provocados pelo mau tempo nas últimas semanas. O presidente da câmara, Sérgio Galvão, revelou esta informação durante uma conferência de imprensa, onde detalhou os danos na infraestrutura do concelho.
Os prejuízos reportados incluem danos na rede viária, taludes, muros de suporte, edifícios e equipamentos municipais, além de infraestruturas de saneamento, escolas, associações e património cultural. O autarca expressou a esperança de que o município receba apoios rápidos para mitigar o impacto financeiro no orçamento municipal, já afetado pelos custos decorrentes do mau tempo.
Entre 28 de janeiro e a última quarta-feira, o concelho registou 1.387 ocorrências relacionadas com as intempéries, incluindo inundações, derrocadas e aluimentos de terras. Sérgio Galvão destacou que 75 vias foram danificadas, muitas delas em colapso total ou parcial. As estradas nacionais 8 e 247, que ligam Catefica a Carvalhal e Maceira a Porto Novo, permanecem cortadas.
Atualmente, dez pessoas estão desalojadas, sendo que cinco delas foram retiradas das suas casas por precaução, especialmente nas áreas afetadas pela instabilidade da Encosta do Castelo. O vice-presidente da câmara, Diogo Guia, responsável pela Proteção Civil, alertou para a continuidade da drenagem de água na encosta, que apresenta sinais de instabilidade, especialmente após dois sismos recentes.
Além disso, a autarquia reportou à Agência Portuguesa do Ambiente 14 ocorrências de instabilidade de arribas, afetando praias como Porto Novo, Foz do Sizandro e Formosa. O município também enfrenta problemas em 48 condutas de água e saneamento, que abrangem uma extensão de 40 quilómetros e exigem um investimento significativo dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento.
Com a passagem do mau tempo, cerca de 800 árvores caíram ou foram danificadas, levando a câmara a planear um programa de rearborização para a cidade. Até ao momento, foram submetidos 110 pedidos de ajuda de particulares, totalizando 672 mil euros em prejuízos declarados.
Após o cancelamento dos festejos oficiais de Carnaval, que estavam agendados entre os dias 12 e 17, a câmara e a empresa municipal Promotorres consideram a possibilidade de organizar um evento para compensar o investimento de 300 mil euros nos carros alegóricos.
Infelizmente, as consequências das depressões Kristin, Leonardo e Marta foram trágicas, com dezoito mortes registadas em Portugal, além de centenas de feridos e desalojados. A destruição de casas, empresas e infraestruturas, o fecho de estradas e escolas, e a interrupção de serviços essenciais foram algumas das principais consequências do mau tempo, que afetou especialmente as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
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Fonte: Sapo





