Zelensky afirma que Ucrânia não está a perder a guerra contra a Rússia

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o seu país não está a perder a guerra contra a Rússia, embora reconheça que o futuro do conflito permanece incerto e com um elevado custo. Em entrevista à agência France-Presse (AFP), Zelensky declarou: “Não podemos dizer que estamos a perder a guerra, sinceramente, não estamos certamente. A questão é se vamos ganhar, essa é a questão, mas uma questão que tem um preço muito elevado.”

Recentemente, o chefe de Estado ucraniano anunciou que as forças armadas do país conseguiram recuperar cerca de 300 quilómetros quadrados no sul da Ucrânia, como parte de uma contraofensiva em curso. Contudo, a AFP não conseguiu confirmar de forma independente esta informação. A guerra, que começou a 24 de fevereiro de 2022, é considerada o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

As negociações diretas entre Kiev e Moscovo, mediadas pelos Estados Unidos, continuam bloqueadas devido à exigência russa de que a Ucrânia se retire do Donbass, uma região industrial no leste do país que está quase totalmente sob controlo russo. Segundo Zelensky, tanto Washington como Moscovo acreditam que uma retirada ucraniana do Donbass poderia pôr fim à guerra de forma imediata. No entanto, o Presidente ucraniano considera que essa solução favorece os interesses da Rússia.

“Para a Rússia, é uma forma de tomar o Donbass rapidamente sem perder homens”, afirmou Zelensky. Ele acrescentou que os Estados Unidos estão a pressionar Kiev, dado que a Ucrânia se encontra “numa posição mais difícil”. O Presidente reiterou que qualquer concessão territorial deve ser acompanhada de garantias de segurança por parte dos Estados Unidos, assim como uma retirada equivalente das forças russas.

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“Se nos retirarmos 10, 20, 30 ou 40 quilómetros, eles também devem retirar”, defendeu Zelensky. O Presidente sublinhou que o Donbass possui importantes linhas defensivas que impedem o avanço das tropas russas para o interior do país, além de destacar o elevado custo humano e simbólico de uma possível retirada, após milhares de mortos na defesa da região.

Zelensky enfatizou a necessidade de garantias internacionais para evitar futuras invasões, incluindo a possibilidade de destacamento de tropas europeias ao longo da linha da frente após um cessar-fogo. Por outro lado, o Presidente russo, Vladimir Putin, tem reiterado que a Rússia alcançará os seus objetivos pela força, caso as negociações diplomáticas não resultem.

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Fonte: Sapo

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