Luís Neves é o novo ministro da Administração Interna em Portugal

Luís Neves, de 56 anos, tomou posse como novo ministro da Administração Interna, sucedendo a Francisca Van Dunem. Licenciado em Direito, Neves integrou a Polícia Judiciária (PJ) em 1995, onde se destacou como coordenador da Unidade Nacional de Luta contra o Terrorismo. A sua notoriedade cresceu com a captura de João Rendeiro, ex-líder do Banco Privado Português, que estava foragido na África do Sul.

Durante a sua carreira na PJ, Luís Neves foi responsável por várias investigações de grande relevância, incluindo casos de terrorismo e crimes organizados. A sua abordagem pragmática e a sua experiência no terreno foram fundamentais para a sua ascensão na hierarquia da polícia. Em 2018, assumiu o cargo de diretor nacional da PJ, onde foi reconduzido em maio deste ano.

Neves sempre se mostrou um defensor da necessidade de mais recursos humanos para a PJ. Em 2022, está prevista a entrada de mais de 200 inspetores, uma medida que ele considera crucial para o fortalecimento da instituição. “O trabalho de polícia é na rua”, afirmou, sublinhando a importância da presença policial nas comunidades.

No seu discurso de tomada de posse, Luís Neves destacou a crescente preocupação com a cibercriminalidade e a necessidade de combater o tráfico de armas e de droga. Ele acredita que a PJ deve adaptar-se às novas realidades do crime, que estão em constante evolução. Neves também enfatizou que a polícia é um “investimento seguro”, com um retorno garantido na luta contra o crime.

A corrupção é outra das bandeiras de Luís Neves. Ele considera-a uma “praga” que afeta a sociedade, mas defende que o país não é corrupto como um todo. A sua intenção é reforçar o combate à corrupção, que, segundo ele, favorece associações criminosas e o terrorismo. Neves acredita que a justiça deve ser célere e que os corruptos não podem demorar demasiado tempo a ser julgados.

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Luís Neves é visto como um especialista em questões de terrorismo e crimes transnacionais, tendo lidado com casos relacionados com a extrema-direita e investigações a máfias de leste. A sua postura pragmática e a sua capacidade de liderar a PJ em momentos críticos, como a captura de Rendeiro, consolidaram a sua reputação.

Com a sua experiência e determinação, Luís Neves assume agora um papel fundamental na segurança interna de Portugal. O seu foco em cibercriminalidade e corrupção poderá trazer novas abordagens e soluções para os desafios que o país enfrenta.

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Fonte: ECO

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