Hungria bloqueia sanções europeias contra a Rússia

A Hungria anunciou a sua intenção de bloquear a adoção do 20.º pacote de sanções europeias contra a Rússia, uma decisão que surge em resposta à interrupção das entregas de petróleo russo através do oleoduto Druzhba. O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, fez este anúncio numa mensagem publicada nas redes sociais, afirmando que a reunião agendada para amanhã do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia não deverá avançar com a aprovação das sanções à Rússia.

Szijjarto deixou claro que a Hungria não permitirá a adoção de decisões que considere prejudiciais até que a Ucrânia retome o fornecimento de petróleo para o seu território. “Enquanto os ucranianos não permitirem o fornecimento de petróleo à Hungria, não autorizaremos a adoção de decisões importantes para eles”, afirmou o governante. Esta posição reflete a estreita relação da Hungria com a Rússia, especialmente no que diz respeito à importação de energia.

O oleoduto Druzhba, que transporta petróleo russo para a Europa Central, foi afetado pelos recentes bombardeamentos na Ucrânia, particularmente na área de Brody, que é crucial para o fornecimento de petróleo à Hungria e à Eslováquia. Ambas as nações alegam que o oleoduto está em condições de retomar as entregas, mas a situação política e militar na região continua tensa.

Além disso, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, anunciou que a Hungria irá bloquear um empréstimo de 90 mil milhões de euros da União Europeia destinado à Ucrânia, até que Kiev permita o fornecimento de petróleo russo através do oleoduto Druzhba. Este movimento evidencia a posição da Hungria como um dos aliados mais próximos de Moscovo dentro da União Europeia, onde importa cerca de 65% do seu petróleo e 85% do seu gás da Rússia.

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A decisão da Hungria de bloquear as sanções à Rússia levanta questões sobre a coesão da União Europeia em relação à política externa e à segurança energética. A dependência de energia russa por parte de alguns Estados-membros pode complicar a implementação de medidas mais severas contra Moscovo.

Leia também: O impacto das sanções na economia europeia.

A situação continua a evoluir, e será importante acompanhar os próximos passos da Hungria e da União Europeia em relação a este tema sensível.

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Fonte: Sapo

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