Governo português alerta para instabilidade nas tarifas dos EUA

O Governo português expressou preocupação com o regresso da instabilidade nas tarifas comerciais, após a decisão do Supremo Tribunal dos EUA que invalidou a maioria das tarifas impostas pela administração de Donald Trump. Em resposta, o Presidente norte-americano anunciou uma tarifa global de 15% para todos os países, levando a Comissão Europeia a solicitar “total clareza” sobre as intenções dos EUA.

João Rui Ferreira, secretário de Estado da Economia, destacou que, apesar da incerteza, as vantagens negociadas no verão passado devem ser mantidas, especialmente para alguns setores que beneficiaram de isenções ou direitos aduaneiros reduzidos. “Depois de um período de instabilidade até agosto do ano passado, é crucial entender a nova realidade. Se a tarifa for de 10% ou 15%, isso terá um impacto significativo na nossa competitividade”, afirmou.

Durante uma feira do calçado em Milão, Ferreira sublinhou que, mesmo com tarifas de 15%, as empresas portuguesas conseguiram manter a competitividade face a alguns mercados asiáticos. “Vamos aguardar com tranquilidade por uma visão clara sobre a situação”, acrescentou, enfatizando que a posição de Portugal deve estar alinhada com a Comissão Europeia, que detém a competência exclusiva em acordos comerciais.

O secretário de Estado lamentou que a instabilidade regresse num momento em que o processo parecia ter alcançado alguma estabilidade. “O que menos queríamos era mais incerteza num contexto já complicado”, disse Ferreira, que também destacou a importância do mercado norte-americano para as empresas portuguesas, que oferecem um mix de produtos com elevado valor acrescentado.

Além disso, Ferreira referiu que a revisão da legislação laboral não foi um tema abordado nas conversas com os empresários do setor, mas garantiu que o Governo está comprometido com a reforma, que visa aumentar a produtividade. “Este não é um acordo contra ninguém, mas sim uma estratégia para fazer crescer a economia portuguesa num ambiente altamente competitivo”, sublinhou.

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O secretário de Estado também visitou várias empresas na feira, onde ouviu queixas sobre a dificuldade em obter matérias-primas e a queda no consumo de calçado após a pandemia. A situação é preocupante, especialmente para as empresas que dependem de um fornecimento ágil e eficiente.

“Vamos ver o que os próximos tempos nos trazem. O foco deve ser no mercado e na captação de clientes, para que possamos encontrar soluções internas”, concluiu Ferreira. O Governo continua a monitorizar a situação e a trabalhar em conjunto com a Comissão Europeia para garantir que as empresas portuguesas possam competir de forma justa no mercado global.

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Fonte: ECO

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