O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Pedro Pimpão, alertou para os graves prejuízos que as tempestades que afetaram o país nos últimos meses estão a causar nas empresas. Em entrevista ao programa “Conversa Capital”, Pimpão afirmou que muitas destas empresas não conseguirão recuperar totalmente dos danos sofridos. “Não me parece que haja condições para recuperar na totalidade. Vai haver muitos prejuízos, alguns deles que são irreversíveis”, disse.
Pimpão expressou a sua preocupação com a possibilidade de se repetir a situação verificada após os incêndios de 2017, em que muitos apoios financeiros prometidos não chegaram a ser efetivamente entregues. “Espero que não aconteça. Em 2017, quando foram os incêndios de Pedrógão Grande, acompanhei desde o primeiro dia o sentimento de generosidade nacional, que foi diminuindo ao longo do tempo”, lamentou. Para garantir que os apoios cheguem a quem realmente precisa, o autarca considera essencial a atuação da Estrutura de Missão, com quem se reunirá no próximo dia 4 de março.
Face aos estragos provocados pelas tempestades, os municípios estão a rever as suas prioridades orçamentais e a alocar verbas para a recuperação. Pimpão sublinhou a urgência de avançar com a revisão da Lei das Finanças Locais, um processo que, segundo ele, tem a garantia do Governo de ser concluído até ao final do ano. Esta revisão é vista como crucial para que os municípios possam responder de forma eficaz aos prejuízos causados pelas tempestades.
Além disso, o presidente da ANMP destacou a falta de recursos disponíveis para atender a todas as necessidades emergentes. As obras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a construção de habitação acessível e a recuperação das infraestruturas danificadas pelas tempestades estão a competir por atenção e financiamento. Pimpão alertou que o Estado terá de agir rapidamente, uma vez que estará a concorrer com o setor privado por mão de obra e empresas de construção.
A situação é complexa e exige uma resposta coordenada para minimizar os prejuízos das tempestades e garantir que as empresas possam voltar à normalidade. “A nova normalidade” que se avizinha poderá ser um desafio, mas é fundamental que se encontrem soluções eficazes para apoiar as empresas afetadas.
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Fonte: ECO





