Petróleo atinge máximos de sete meses com tensões EUA-Irão

O preço do petróleo está a aproximar-se de máximos de sete meses, impulsionado pela crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irão. Esta terça-feira, o barril de brent está a ser negociado a 66,33 dólares, uma ligeira subida de 0,03%, enquanto o crude avança 0,01%, fixando-se em 71,12 dólares. Nos últimos trinta dias, ambos os tipos de petróleo registaram valorizações de cerca de 9%. No entanto, em comparação com o ano passado, o brent e o crude apresentam quebras de 1% e 3%, respetivamente.

A analista da Phillip Nova, Priyanka Sachdeva, destaca que a geopolítica é a principal responsável pela recente volatilidade nos preços do petróleo. “A firmeza atual é impulsionada principalmente pela expectativa de um agravamento da situação no Médio Oriente, e não por perdas reais na oferta. Os investidores estão a proteger-se contra os piores cenários”, afirmou. Este cenário de incerteza está a levar os mercados a reagir de forma cautelosa.

Kelvin Wong, analista da OANDA, reforça esta ideia, afirmando que, no curto prazo, os fatores geopolíticos relacionados com o conflito entre os EUA e o Irão serão o principal determinante dos preços do petróleo. A tensão entre os dois países está, em grande parte, ligada ao programa nuclear iraniano, que os Estados Unidos exigem que seja encerrado, algo que o Irão recusa.

Na quinta-feira, está prevista uma terceira ronda de negociações entre delegações norte-americanas e iranianas em Genebra, conforme confirmado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Oman, Badr Albusaidi. A Reuters também reportou que, na segunda-feira, um membro do Departamento de Estado dos EUA anunciou a retirada de pessoal não essencial e das suas famílias da Embaixada dos Estados Unidos em Beirute, devido a receios de um possível conflito militar.

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Este mês, tanto os Estados Unidos como o Irão chegaram a um acordo sobre os princípios que orientarão as negociações para a resolução da questão nuclear. Contudo, a incerteza persiste e os investidores continuam a monitorizar a situação de perto, uma vez que as tensões geopolíticas têm um impacto direto no preço do petróleo.

Leia também: O que esperar do mercado petrolífero nos próximos meses.

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Fonte: Sapo

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