Bondalti mantém preço da OPA e alerta para queda das ações da Ercros

A oferta pública de aquisição (OPA) da Bondalti sobre a espanhola Ercros está a gerar discussões acesas entre acionistas e a administração. João de Mello, presidente da Bondalti, defendeu a operação em entrevista ao Cinco Días, afirmando que a fusão das duas empresas pode criar um “campeão europeu”. A OPA, que avalia a Ercros em 320 milhões de euros, está em fase de aceitação até 13 de março.

Apesar de a oferta de 3,505 euros por ação ter sido considerada justa por alguns sindicatos e por um assessor financeiro, a administração da Ercros emitiu um parecer desfavorável à proposta. João de Mello reiterou que o preço oferecido já está acima do valor real da empresa e recusou qualquer aumento. “Se a Bondalti retirar a oferta, as ações da Ercros podem cair para menos de dois euros”, alertou.

A situação é complexa, uma vez que o advogado Joan Casas Galofré, um dos principais opositores da OPA, lidera um grupo que detém 27% do capital da Ercros e já declarou que não venderá as suas ações. A incerteza sobre a aceitação da oferta está a causar nervosismo entre os investidores. As ações da Ercros têm estado a negociar em torno dos 3,4 euros, mas a mensagem de João de Mello sugere que a confiança na continuidade da operação está a diminuir.

O sucesso da OPA depende da aceitação de pelo menos 50% do capital. A maioria das ações está nas mãos de pequenos investidores, que desempenharão um papel crucial na decisão final. Entre os principais acionistas estão Víctor Rodríguez Martín e Joan Casas Galofré, com participações de 6,28% e 6,02%, respetivamente. Juntos, eles e outros acionistas significativos controlam cerca de 24,79% do capital da Ercros.

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A Bondalti, que já recebeu a autorização do regulador para avançar com a OPA, continua a defender que está a oferecer um preço justo, mesmo face à resistência de alguns acionistas. João de Mello expressou a sua preocupação com a falta de clareza em relação à posição dos opositores, questionando se a sua decisão de não vender se manterá após a divulgação de resultados financeiros que, segundo ele, serão negativos para a Ercros.

A tensão entre as duas empresas e os seus acionistas continua a aumentar, com a Bondalti a insistir que a OPA é a melhor solução para o futuro da Ercros. “Se eu fosse acionista da Ercros, estaria preocupado”, concluiu João de Mello, sublinhando a importância da decisão que se aproxima.

Leia também: O impacto das OPA no mercado acionista.

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Fonte: ECO

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