A verdadeira revolução tecnológica não se resume a softwares que escrevem código mais rapidamente. Ela acontece quando as empresas compreendem que a inovação do futuro depende da combinação eficaz entre low-code e inteligência artificial. Neste contexto, a discussão transcende a tecnologia, tornando-se uma questão humana e estratégica: devemos permitir que a IA substitua o trabalho humano ou devemos capacitar os profissionais para utilizá-la e potencializá-la?
O low-code e a inteligência artificial não visam substituir os trabalhadores; pelo contrário, aumentam o impacto das suas capacidades, desde que existam as competências necessárias para orientar, validar e gerir essas ferramentas. Plataformas de low-code, como a OutSystems, revolucionaram o desenvolvimento de software ao eliminar tarefas repetitivas, utilizando blocos prontos e integrações automáticas com sistemas como SAP, Salesforce ou Microsoft. Isso permite a entrega de software de forma mais rápida, consistente e alinhada às necessidades do negócio. Quando utilizada por profissionais qualificados, a inteligência artificial potencializa ainda mais esse valor.
Atualmente, é possível gerar fluxos de trabalho completos, dashboards preditivos e relatórios integrados em questão de minutos, utilizando linguagem natural. Perguntas como “mostra-me as vendas do Q4 por região e canal” resultam em respostas imediatas, extraídas de dados de diferentes sistemas, quebrando silos de informação sem comprometer a segurança ou o controlo.
Contudo, este modelo só é eficaz com a devida capacitação. Sem as competências apropriadas, a inteligência artificial pode tornar-se uma caixa preta, difícil de gerir e um risco real para os sistemas, uma vez que decisões críticas podem ser tomadas sem o controlo necessário. Com profissionais bem preparados, a IA transforma-se num poderoso acelerador de qualidade, inovação e controlo. Assim, a capacitação deve ser vista como um pilar fundamental das estratégias digitais, e não como uma etapa acessória.
Desta necessidade surge um novo perfil profissional que será crucial em 2026. Este não é um novo cargo, mas uma combinação de competências que transforma a tecnologia em valor para o negócio. Este profissional é capaz de criar software rapidamente através de low-code, utiliza a IA para resolver problemas complexos, assegura que tudo funciona com segurança e de acordo com as normas, e integra software e IA de forma eficiente para gerar soluções que realmente fazem a diferença.
A inteligência artificial não diminui a importância do talento técnico; pelo contrário, aumenta-a. Contudo, exige profissionais que saibam desenhar, supervisionar e evoluir sistemas cada vez mais autónomos, enquanto garantem que as operações essenciais da empresa funcionam sem falhas.
As empresas que investirem na capacitação dos seus colaboradores não estarão apenas a acelerar o desenvolvimento de software, mas também a criar vantagens competitivas sustentáveis, com pessoas preparadas para liderar a próxima onda tecnológica. No fundo, a questão não é se a inteligência artificial irá substituir profissionais. A verdadeira pergunta, num setor cada vez mais exigente, é quem está a investir para que a IA trabalhe em conjunto com as pessoas, e não no lugar delas.
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Fonte: ECO





