Metrobus do Porto inicia operação com período experimental gratuito

O metrobus do Porto está prestes a iniciar a sua operação oficial, marcada para este sábado, e promete revolucionar a mobilidade na cidade. Este novo sistema de transporte, que integra autocarros de alta capacidade, terá um período experimental gratuito durante o mês de março, permitindo que os passageiros conheçam e testem as suas funcionalidades.

A viagem de teste, realizada antes da inauguração, revelou algumas das vantagens que o metrobus do Porto oferece. Com uma via dedicada e prioridade contínua, os autocarros poderão circular a uma velocidade entre os 35 e os 40 quilómetros por hora, sem interferências do trânsito. Durante o percurso, que liga a Casa da Música à Praça do Império, a viagem foi realizada em cerca de 12 minutos, embora tenha demorado um minuto a mais devido a ajustes na operação.

João Nuno Aleluia, diretor de exploração da Metro do Porto, assegurou que, durante as horas de ponta, os autocarros circularão a cada dez minutos, enquanto em horários menos movimentados, a frequência será de 15 minutos. Este sistema visa garantir um serviço eficiente, que poderá ser ajustado consoante a procura dos passageiros.

No início, estarão disponíveis cinco veículos, incluindo um autocarro adicional para regular a operação na Avenida da Boavista. Um dos autocarros, movido a hidrogénio, ficará em standby no terminal da Casa da Música para garantir que o serviço não é interrompido em caso de imprevistos.

A operação do metrobus do Porto foi alvo de críticas durante a fase de construção, devido a atrasos que afetaram as relações entre a Metro do Porto e a câmara municipal. Contudo, a nova gestão parece confiante na eficácia do sistema, que promete facilitar a mobilidade na cidade.

Os passageiros poderão utilizar as paragens designadas, que foram concebidas para facilitar o acesso e a saída dos autocarros. Embora a via dedicada tenha sido construída para uso exclusivo do metrobus, ainda é possível observar ciclistas e peões a utilizarem o espaço, o que poderá mudar com o início da operação. O diretor de exploração garantiu que, com a entrada em funcionamento do serviço, a utilização do canal por outros meios de transporte deverá diminuir naturalmente.

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Além disso, o sistema de semaforização inteligente já está em funcionamento, permitindo que os autocarros tenham prioridade nas interseções, o que deverá contribuir para um fluxo de trânsito mais eficiente. O abastecimento dos autocarros a hidrogénio está a ser feito numa estação provisória, com a instalação definitiva prevista para junho.

O investimento total no metrobus do Porto ascende a 105,5 milhões de euros, incluindo a compra dos veículos e a construção da infraestrutura. A segunda fase do projeto, que irá até à Anémona, está prevista para ser concluída até 31 de agosto de 2026.

Com a operação a iniciar, o metrobus do Porto promete ser uma alternativa eficaz e sustentável para os cidadãos, contribuindo para a melhoria da qualidade do transporte público na cidade. Leia também: “O impacto do metrobus na mobilidade urbana do Porto”.

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Fonte: ECO

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