A líder da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, revelou que o primeiro-ministro, António Costa, “não exclui totalmente” a possibilidade de apresentar um orçamento retificativo para lidar com os danos causados pelas recentes tempestades que afetaram o país. Contudo, a decisão sobre esta questão será analisada em março.
Durante uma conferência de imprensa na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, após uma reunião com o Governo sobre o programa PTRR (Portugal-Transformação-Recuperação-Resiliência), Mariana Leitão sublinhou que a análise da situação financeira do país está em curso. “Em relação ao orçamento retificativo, o senhor primeiro-ministro não exclui totalmente essa hipótese, mas há um calendário e um conjunto de valores que ainda estão a ser apurados”, explicou a líder da IL.
A dirigente política destacou que os dados necessários para a avaliação da situação financeira serão apresentados em março, e apenas nessa altura o Governo tomará uma decisão sobre a necessidade de um orçamento retificativo. A questão é relevante, uma vez que os efeitos das tempestades têm gerado preocupações sobre a capacidade do Estado em responder adequadamente aos desafios financeiros.
Mariana Leitão também enfatizou a importância de um ambiente de colaboração política, afirmando que “não é o momento de confronto político, mas sim de união”. A líder da IL defendeu que todos devem trabalhar em conjunto para atender às necessidades imediatas da população e, ao mesmo tempo, contribuir para a construção de um futuro mais sólido para o país.
A abertura demonstrada pelo Governo para as propostas apresentadas pela IL foi um ponto positivo destacado por Mariana Leitão. “Houve muita abertura por parte do Governo para as propostas que a IL levou à reunião”, afirmou, reforçando a necessidade de um diálogo construtivo entre as diferentes forças políticas.
O orçamento retificativo poderá ser uma ferramenta crucial para mitigar os impactos das tempestades e garantir que o país esteja preparado para enfrentar os desafios que se avizinham. À medida que se aproxima a data de análise, a expectativa em torno da decisão do Governo cresce.
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Fonte: Sapo





