No último trimestre de 2025, cerca de uma em cada quatro mulheres empregadas, o que equivale a aproximadamente 600 mil, trabalhou a partir de casa. Esta informação resulta de um estudo da Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens (CIMH) em parceria com a CGTP-IN, que será divulgado durante a Semana da Igualdade, que decorre entre 2 e 8 de março.
Deste total, a esmagadora maioria, cerca de 575 mil mulheres, optou pelo teletrabalho. Este fenómeno reflete uma tendência crescente no mercado de trabalho português, onde o teletrabalho abrangeu cerca de 1 milhão e 130 mil trabalhadores, representando 21,2% do total de empregos. As mulheres constituem 51% deste grupo, evidenciando a sua presença significativa no teletrabalho.
Analisando mais detalhadamente os dados, verifica-se que 23,4% das mulheres que trabalharam em casa o fizeram sempre, enquanto cerca de 41% adotaram diferentes modalidades de teletrabalho de forma regular. Além disso, aproximadamente 23% das mulheres realizaram trabalho fora do horário habitual e 13,2% apenas em situações pontuais. Em média, as mulheres passaram três dias por semana em teletrabalho.
A CIMH/CGTP-IN aproveita a Semana da Igualdade para promover várias iniciativas descentralizadas, incluindo plenários, tribunas públicas, debates, marchas e desfiles. Além disso, serão divulgados cinco estudos que analisam a situação atual das mulheres no mercado de trabalho.
O aumento do teletrabalho entre as mulheres é um tema relevante, especialmente em tempos de transformação laboral. Este estudo não só destaca a importância do teletrabalho, mas também levanta questões sobre a igualdade de género no ambiente profissional. Leia também: “O impacto do teletrabalho na igualdade de género”.
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Fonte: Sapo





