O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr al-Busaidi, anunciou que os Estados Unidos e o Irão vão realizar “discussões técnicas” na próxima semana em Viena, Áustria. Esta reunião surge após o término das negociações em Genebra, onde foram feitos progressos significativos. Al-Busaidi partilhou a informação através da rede social X, sublinhando a importância deste encontro.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, confirmou que a reunião técnica está agendada para segunda-feira e que as delegações de Teerão e Washington irão participar em novas negociações indiretas “em menos de uma semana”. Estas discussões têm como objetivo abordar questões técnicas relacionadas com o programa nuclear iraniano e as sanções impostas pelo Ocidente.
A reunião em Viena será organizada pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), que tem um papel crucial na supervisão do programa nuclear do Irão. Araghchi destacou que o encontro visa estabelecer um quadro para resolver algumas das questões técnicas em aberto. “Fizemos progressos muito positivos e abordámos com grande seriedade os elementos de um acordo, tanto no domínio nuclear como no das sanções”, afirmou o chefe da diplomacia iraniana.
As negociações entre os EUA e o Irão estão a ganhar relevância, especialmente após as ameaças do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma possível intervenção militar. Trump estabeleceu um prazo de “dez a 15 dias” para decidir se um acordo com Teerão seria viável ou se seria necessário recorrer à força. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghai, referiu que as discussões em Genebra foram intensas, com propostas concretas a serem apresentadas.
O ministro de Omã também se reuniu com a delegação norte-americana, composta por Steve Witkoff e Jared Kushner, para discutir as propostas iranianas e as respostas da equipa de negociação dos EUA. Além disso, Badr al-Busaidi teve uma reunião com o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, para abordar as novas ideias que estão a ser negociadas entre os dois países.
A terceira ronda de negociações ocorreu num ambiente de tensão, com os Estados Unidos a destacarem um contingente militar considerável no Médio Oriente, incluindo o porta-aviões “USS Abraham Lincoln”. Os EUA têm mais de 300 aviões de guerra prontos para serem ativados em caso de necessidade. As acusações de que o Irão pretende desenvolver armamento nuclear têm sido negadas por Teerão, que alerta que uma resposta severa será dada em caso de ataque.
As negociações entre os EUA e o Irão são cruciais para a estabilidade da região e para o futuro do programa nuclear iraniano. Leia também: O impacto das sanções sobre a economia iraniana.
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Fonte: ECO





