Aralab inicia produção na China e expande para a Europa

A Aralab, uma empresa portuguesa especializada na produção de câmaras climáticas, está a dar um passo significativo na sua estratégia de internacionalização. A companhia começou a produzir componentes na China, com o intuito de reduzir custos logísticos, encurtar prazos de entrega para a Ásia e diminuir a sua pegada de carbono. Esta decisão surge no contexto de uma crescente procura por soluções que simulem condições meteorológicas e testem a validade de produtos, especialmente nos sectores farmacêutico e da biotecnologia.

Luís Branco, CEO da Aralab, revelou que a produção local de câmaras climáticas será feita nas instalações dos seus clientes asiáticos. O foco principal é aumentar a competitividade da empresa, permitindo uma montagem mais próxima dos clientes. “Se conseguirmos poupar, aproveitando algumas cadeias de fornecimento locais, este é um caminho natural da Aralab para estar cada vez mais perto dos clientes”, afirmou Branco.

A operação na China é realizada em parceria com a Memmert, e a Aralab já estabeleceu contratos com grandes empresas como a AstraZeneca. O objetivo é encurtar a cadeia de abastecimento, uma vez que o transporte de equipamentos de Portugal para países asiáticos pode levar de um a dois meses. “O cliente não quer esperar três ou quatro meses pelo equipamento, por isso precisamos de estar mais perto deles”, sublinhou o CEO.

Fundada em 1985, a Aralab tem sede em Rio de Mouro, Sintra, e emprega cerca de 110 pessoas. No último ano, a empresa registou um volume de negócios de 19 milhões de euros, com expectativas de crescimento de 10% até 2026, atingindo entre 22 e 23 milhões de euros. “Estamos numa fase de crescimento. O ano de 2025 foi muito positivo em termos de encomendas e estamos a recrutar mais colaboradores”, acrescentou Luís Branco.

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Além da produção na China, a Aralab planeia abrir uma representação comercial na Europa até ao final do primeiro semestre de 2026. Esta será a primeira etapa antes da abertura de uma filial e permitirá à empresa estar mais presente nos mercados externos. “O nosso próximo passo é estarmos nós próprios presentes, com representações, nesses mercados”, explicou o CEO.

A Aralab exporta cerca de 85% das câmaras climáticas que produz, atendendo a sectores como o automóvel, aeroespacial e alimentar, com clientes como Bayer, TAP e Tesla. Embora a Alemanha não seja o destino da primeira representação comercial, Luís Branco prometeu um anúncio em breve sobre a localização. No médio prazo, a empresa também considera expandir para os Estados Unidos, onde já iniciou uma parceria, mas este é um investimento previsto para daqui a dois anos.

Leia também: Aralab e a sua estratégia de internacionalização.

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Fonte: ECO

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