Com o regresso de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, a expressão “drill, baby, drill” voltou a ganhar destaque. Esta frase reflete a intenção de promover a exploração de combustíveis fósseis, o que gerou apreensão no setor das energias renováveis. Em 2016, as políticas verdes dos democratas foram alvo de críticas, e agora, com a nova administração, o cenário parecia sombrio para as energias renováveis.
No entanto, a realidade revelou-se menos catastrófica do que alguns previam. O CEO da EDP, uma das principais empresas do setor energético, reconheceu que existiam “muitas nuvens negras sobre as renováveis e os EUA”, mas também afirmou que a situação já apresenta “muito mais clareza”. Esta mudança de perspetiva é crucial, uma vez que as energias renováveis desempenham um papel vital na transição energética global.
Embora tenham ocorrido alterações nas regras de apoio fiscal, o impacto das políticas de Trump nas energias renováveis foi menos severo do que se esperava. As energias eólicas marítimas, no entanto, continuam a enfrentar desafios, com a administração a insistir em limitar o seu desenvolvimento. Este aspecto é preocupante, dado o potencial das energias renováveis para impulsionar a economia e criar empregos.
A EDP tem demonstrado resiliência e adaptabilidade num ambiente em constante mudança. A empresa está a explorar novas oportunidades e a investir em tecnologias que possam fortalecer a sua posição no mercado. As energias renováveis são uma prioridade não apenas para a EDP, mas também para muitos países que reconhecem a necessidade de diversificar as suas fontes de energia e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
A situação atual das energias renováveis nos EUA é um reflexo das tensões políticas e económicas que marcam o setor. Apesar das incertezas, a EDP continua a avançar com a sua estratégia de crescimento, focando-se na inovação e na sustentabilidade. A empresa acredita que, mesmo em tempos difíceis, as energias renováveis podem ser a chave para um futuro mais sustentável.
Leia também: como as energias renováveis estão a mudar o panorama energético global.
Leia também: Enercon encerra fábrica em Viana do Castelo e despede 68 trabalhadores
Fonte: Sapo





