A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) apelou ao Banco Mundial para que reavalie as exigências para o acesso ao crédito, especialmente no que diz respeito às Pequenas e Médias Empresas (PME) do país. Durante uma reunião com representantes do Banco Mundial, Kekobad Patel, porta-voz da CTA, destacou que o novo Quadro de Parceria (CPF) de cinco anos, que prevê um investimento de cerca de três mil milhões de dólares (aproximadamente 2.550 milhões de euros), necessita de uma análise das condições de financiamento, que são consideradas “proibitivas” para a maioria das PME.
Patel sublinhou que a preocupação do setor é que as exigências atuais dificultam o acesso ao crédito às PME, que representam a maior parte do tecido empresarial em Moçambique. “O Banco Mundial está a avaliar como tornar essas facilidades mais acessíveis para os empresários moçambicanos”, afirmou.
Com a nova abordagem proposta pelo Banco Mundial, há uma expectativa de maior envolvimento do setor privado, o que poderá resultar em programas mais direcionados e eficazes. “É fundamental que encontremos soluções para que as PME tenham um melhor acesso ao crédito”, acrescentou Patel.
Zarau Kibwe, diretor executivo da Primeira Constituência Africana do Banco Mundial, também participou da reunião e mencionou que foram discutidos novos setores para financiamento. “Explorámos áreas como o agronegócio, onde a maioria da população depende da agricultura, e o turismo, que apresenta grandes oportunidades”, explicou. O setor logístico foi igualmente abordado como uma área potencial para impulsionar a economia do país.
Além das discussões sobre o crédito às PME, o Banco Mundial anunciou recentemente a disponibilização de 170 milhões de euros para ajudar Moçambique a lidar com as consequências das inundações que afetaram o país. Desde outubro, as cheias já causaram a morte de 242 pessoas e afetaram quase 870 mil. “Estamos prontos para mobilizar 200 milhões de dólares nos próximos meses, dependendo das necessidades que surgirem”, afirmou Fily Sissoko, diretor do Grupo Banco Mundial para Moçambique.
A ministra das Finanças de Moçambique, Carla Loveira, também destacou a parceria com o Banco Mundial, mencionando duas linhas adicionais de financiamento, incluindo uma de 450 milhões de dólares (382 milhões de euros) destinada à prevenção e resiliência, que vigorará durante três anos. Além disso, um apoio emergencial de 20 milhões de dólares (17 milhões de euros) já foi disponibilizado para ações urgentes relacionadas com as cheias.
A necessidade de facilitar o crédito às PME é uma questão central para o desenvolvimento económico de Moçambique. Leia também: O impacto das inundações na economia moçambicana.
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Fonte: Sapo





