O primeiro-ministro, Luís Montenegro, expressou esta sexta-feira a sua determinação em não se deixar distrair por provocações de Pedro Passos Coelho, afirmando que a sua principal missão é governar o país. Durante uma declaração à imprensa em Évora, Montenegro sublinhou que está totalmente focado nas necessidades da população e das empresas, rejeitando alimentar um “enredo pitoresco” que não contribui para a resolução dos problemas do país.
“A minha tarefa é governar o país, é responder às necessidades e expectativas das pessoas. Não vou desviar-me desse foco. Estou focado nisso. É isso que as pessoas querem de mim”, afirmou Montenegro. Esta declaração surge num momento em que Passos Coelho voltou a desafiar o Governo a implementar as reformas prometidas, insistindo que não deve haver mais atrasos na apresentação de medidas transformadoras na Assembleia da República.
Em suas intervenções, Passos Coelho destacou que os últimos dois anos foram marcados por um ciclo eleitoral que consumiu tempo precioso. Agora, segundo ele, é fundamental que o Executivo avance com as mudanças estruturais que prometeu ao país. “Está na altura de pôr em prática aquilo que foi a grande promessa com que o PSD chegou ao Governo”, defendeu o antigo primeiro-ministro.
Montenegro, por sua vez, considera que a população espera que o primeiro-ministro seja um “executor” e não um comentador. “Obviamente que não falta gente para andar a comentar esse tipo de coisas”, disse, reforçando a sua posição de que o foco deve estar na resolução dos problemas reais que afetam os cidadãos.
A mensagem de Montenegro é clara: a prioridade do seu Governo é trabalhar para melhorar a vida das pessoas e implementar um processo de transformação que já está em curso. O apoio do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, também foi notável, ao afirmar que Passos Coelho está “manifestamente enganado” sobre a necessidade de ir a eleições caso a legislação laboral não seja aprovada.
Com a agenda de Passos Coelho a incluir a participação na conferência anual do Instituto Mais Liberdade, é provável que as suas provocações continuem. Montenegro, no entanto, mantém-se firme na sua missão de governar, focando-se nas reformas necessárias para o país. “Estamos focados em resolver os problemas das pessoas”, concluiu o primeiro-ministro.
Leia também: O impacto das reformas na economia portuguesa.
Leia também: Primeiro-ministro defende modelo das CCDR e evita novas discussões
Fonte: ECO





