A Pharol anunciou um resultado líquido positivo de 2.062.288 euros, equivalente a 2,06 milhões, para o ano de 2025. Este valor representa uma diminuição significativa em comparação com os 24,2 milhões de euros registados em 2024, ano em que a empresa beneficiou de um reembolso extraordinário de impostos.
Os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) foram negativos, totalizando 2,49 milhões de euros, ligeiramente acima dos 2,39 milhões do ano anterior. A empresa, que é a ex-PT SGPS, esclarece que os resultados de 2025 incluem reembolsos da Autoridade Tributária no montante de 3,6 milhões de euros, ganhos financeiros de 1,07 milhões e custos operacionais de 2,49 milhões.
O resultado líquido reflete a combinação de reembolsos fiscais não recorrentes, a rentabilidade das carteiras de investimentos financeiros e uma rigorosa disciplina orçamental, conforme indicado em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Além disso, a Pharol destacou um reforço dos capitais próprios, que passaram de 92,2 milhões em 2024 para 94,3 milhões em 2025, consolidando a recuperação iniciada no ano anterior.
Em 2025, a Pharol manteve o foco na gestão de participações sociais, sem realizar atividade operacional direta, e regularizou a sua situação fiscal. O património da empresa é sustentado por três pilares principais: instrumentos de dívida da Rio Forte, avaliados em 51,9 milhões de euros, uma carteira de ativos financeiros em ações e obrigações cotadas que totaliza 27,8 milhões de euros, e 14,9 milhões de euros em liquidez.
As carteiras de investimento da Pharol, que foram subscritas em agosto de 2022 no valor de 10 milhões de euros e reforçadas em agosto de 2023 com mais 15 milhões, incluem predominantemente ativos financeiros de obrigações e ações de empresas cotadas. Até 31 de dezembro de 2025, o valor total destas carteiras subiu para 27,8 milhões de euros, representando um aumento de 779 mil euros em relação ao ano anterior.
O exercício de 2025 também foi marcado pela conclusão da venda da participação na Oi, encerrando um ciclo de desinvestimento que começou em 2014. A Pharol recorda que, após adquirir 39,7% da Oi em 2014, a sua participação passou por várias alterações significativas. Em 2015, a conversão de ações preferenciais em ordinárias reduziu a sua participação para 27,18%, com direito de voto limitado a 15%.
A Oi entrou em recuperação judicial em 2016, e o aumento de capital resultante desse processo diluiu a participação da Pharol para 6,88% em 2018 e 5,51% em 2019. Desde 2020, a empresa iniciou a venda gradual das suas ações da Oi, reduzindo a participação para 5,37% em 2021, 2,2% em 2022, 0,18% em 2023 e 0,02% em 2024, até vender a totalidade em 2025.
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Fonte: Sapo





