O primeiro-ministro, Luís Montenegro, reiterou a sua confiança no atual modelo das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), afirmando que o Governo pretende explorar ao máximo o seu potencial. Durante a cerimónia de tomada de posse dos novos presidentes das CCDR, realizada em Évora, Montenegro rejeitou a ideia de discutir um novo formato neste momento.
“Este é o modelo em que acredito e o Governo acredita. É um modelo para levar à prática. Não estamos no tempo de andar sempre a discutir modelos”, afirmou o chefe do Governo. Ele lamentou a tendência comum de, ao iniciar um novo modelo, já se começar a pensar em alternativas futuras, sublinhando que ainda não foi testado o verdadeiro alcance dos modelos existentes.
Montenegro enfatizou que a prioridade deve ser a ação e a execução, e não a especulação sobre o que poderia ser. “A palavra de ordem que pretendo transmitir às CCDR é agir e executar”, disse. O primeiro-ministro destacou que o Governo está comprometido em levar ao limite o potencial do modelo atual, com avaliações a serem feitas ao longo do mandato.
Questionado sobre a possibilidade de discussões em torno da regionalização, Montenegro afirmou que não é necessário criar “ruído” sobre questões que estão em execução. Ele argumentou que o país precisa de uma administração central próxima das regiões, e as CCDR desempenham um papel fundamental nesse processo.
Por outro lado, o recandidato à liderança do PS, José Luís Carneiro, defendeu a necessidade de avaliar a descentralização antes de avançar com um referendo sobre a regionalização. Carneiro criticou o Governo PSD/CDS-PP, afirmando que está a “cortar os tendões do Estado”.
Montenegro, no seu discurso, sublinhou que as CCDR têm como função coordenar políticas públicas e decisões que visem o desenvolvimento regional. “O desenvolvimento das regiões é o desenvolvimento do país”, afirmou, reforçando a importância das CCDR na estratégia de crescimento nacional.
Na cerimónia, tomaram posse os novos presidentes das cinco CCDR: Álvaro Santos (Norte), Ribau Esteves (Centro), Teresa Mourão Almeida (Lisboa e Vale do Tejo), Ricardo Pinheiro (Alentejo) e José Apolinário (Algarve).
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Fonte: Sapo





