Setúbal e Viana do Castelo: arrendamento disponível em todos os municípios

A escassez de oferta no mercado de arrendamento em Portugal é alarmante. De acordo com o Observatório Imobiliário, apenas Setúbal e Viana do Castelo apresentam imóveis disponíveis para arrendar em todos os seus municípios. Esta situação contrasta com outras regiões, como Bragança, Vila Real e Beja, onde a maioria dos concelhos não tem casas para arrendar.

Os dados revelam uma realidade preocupante, especialmente nas zonas do interior e nas regiões autónomas. Em Bragança, apenas dois dos 12 municípios, a capital e Mogadouro, oferecem arrendamento. Vila Real apresenta uma situação semelhante, com apenas três dos 14 concelhos a disponibilizar imóveis. Nos Açores, apenas sete dos 19 municípios têm casas para arrendar, enquanto em Beja são quatro em 14, e na Guarda e Portalegre, seis em 14 e seis em 15, respetivamente. Na Madeira, a oferta é ligeiramente melhor, com cinco dos 11 municípios a disponibilizarem arrendamento.

A escassez não se limita ao interior. Mesmo nos distritos mais populosos, como Lisboa e Porto, existem concelhos sem imóveis disponíveis. A 1 de fevereiro, Azambuja e Baião, respetivamente, não tinham casas para arrendar, e em Braga, dois dos 14 municípios também enfrentavam a mesma situação.

Os preços do arrendamento variam significativamente entre os municípios. Nos concelhos com rendas mais baixas, o valor por metro quadrado é consideravelmente inferior à média nacional de 16,50 euros/m². Por exemplo, Oliveira de Frades apresenta um valor de apenas 1,97 euros/m², seguido por Paredes de Coura a 2,45 euros/m², Vale de Cambra a 2,50 euros/m² e Chaves a 2,96 euros/m².

Por outro lado, os municípios com rendas mais elevadas superam a média nacional. Mora, em Évora, destaca-se com 34,39 euros/m², seguido por Calheta na Madeira a 33,43 euros/m², Cascais a 25,57 euros/m² e Loulé a 22,04 euros/m². Lisboa, com 21,05 euros/m², também se encontra entre os mais caros.

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As desigualdades nos preços do arrendamento são evidentes, com o sul do país e as regiões autónomas a apresentarem os valores mais altos. O distrito do Porto, com uma média de 13,99 euros/m², contrasta com os preços mais baixos do interior, onde os valores são bastante acessíveis.

A situação do arrendamento em Portugal é, portanto, assimétrica, com grandes disparidades entre os concelhos. Em Viseu, por exemplo, Cinfães regista um preço por metro quadrado de 18,75 euros, quase dez vezes superior ao de Oliveira de Frades. Em Évora, a diferença entre Mora e Portel é igualmente significativa, com uma discrepância de 30 euros.

Para quem procura arrendar, é crucial estar atento a estas variações e à escassez de oferta. Leia também: “Como encontrar a casa ideal para arrendar em Portugal”.

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Fonte: Doutor Finanças

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