Sustentabilidade humana: o bem-estar no trabalho em Portugal

A crescente pressão no ambiente de trabalho tem levado muitos portugueses a sentir-se esgotados. De acordo com o STADA Health Report 2025, 61% da população está em risco de burnout, e 36% enfrenta problemas de saúde mental. Estes dados colocam Portugal como o país europeu com maior risco de exaustão ocupacional, segundo Christopher Prinz, analista da OCDE. Além disso, um estudo recente do Laboratório Português dos Ambientes de Trabalho Saudáveis indica que cerca de 80% dos trabalhadores apresentam pelo menos um sintoma de burnout.

O impacto do burnout e de outros problemas de saúde mental nas empresas é significativo. A diminuição da produtividade, o aumento do absentismo e a rotatividade de colaboradores são apenas algumas das consequências. O “Relatório do Custo do Stress e dos Problemas de Saúde Psicológica no Trabalho”, da Ordem dos Psicólogos Portugueses, revela que as perdas associadas a estas questões atingiram cerca de 5,3 mil milhões de euros em 2022, um aumento de 65% em relação a 2020. A nível global, a OCDE estima que os custos relacionados com o stress e problemas de saúde mental na União Europeia e no Reino Unido possam ultrapassar os 600 mil milhões de euros por ano, representando mais de 4% do PIB.

O conceito de “sustentabilidade humana” surge como uma solução para este problema. Segundo o estudo “Global Human Capital Trends 2024”, da Deloitte, muitas organizações ainda ignoram o que poderia torná-las mais competitivas. Embora 76% das empresas reconheçam a importância da sustentabilidade humana, apenas 46% está a implementar medidas nesse sentido. No entanto, as que o fazem têm quase o dobro da probabilidade de alcançar os resultados desejados.

A sustentabilidade humana pode incluir diversas iniciativas, como programas de saúde mental, trabalho flexível, utilização ética da inteligência artificial, transição gradual para a reforma e políticas de diversidade e inclusão. Um exemplo prático é a Cofidis, que implementou o Programa CofiWELL, focado no bem-estar dos colaboradores. Este programa tem demonstrado resultados positivos, com a Cofidis a receber novamente a certificação Great Place to Work em 2025, devido à melhoria do clima organizacional e ao aumento da confiança e do orgulho entre os colaboradores.

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Sofia Mergulhão Roque, Head of People Wellbeing & Sustainability da Cofidis, destaca que o CofiWELL abrange quatro eixos: emocional, físico, profissional e social. No eixo emocional, são oferecidas formações em liderança saudável e consultas de psicologia gratuitas. O bem-estar físico é promovido através de ginásios, rastreios e seguros de saúde. O eixo profissional inclui um modelo de trabalho híbrido e programas de desenvolvimento de carreira, enquanto o social abrange um Programa de Apoio à Parentalidade e iniciativas de literacia financeira.

O apoio à parentalidade é um dos pilares do CofiWELL, oferecendo flexibilidade durante a gravidez, acompanhamento pós-parto e suporte no regresso ao trabalho. Segundo Sofia, o investimento na saúde física e mental dos colaboradores resulta em maior satisfação, retenção e capacidade de atrair talento, contribuindo para equipas mais resilientes e produtivas.

Leia também: Como as empresas podem implementar a sustentabilidade humana.

sustentabilidade humana Nota: análise relacionada com sustentabilidade humana.

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Fonte: Sapo

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