O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou a sua condenação em relação aos recentes ataques militares realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão. Esta declaração foi feita no sábado, através da rede social X, onde Guterres alertou para o potencial de escalada do conflito, que pode ameaçar a paz e a segurança internacionais.
Na sua mensagem, Guterres afirmou: “Condeno a escalada militar de hoje no Médio Oriente. O uso da força pelos EUA e por Israel contra o Irão, e a subsequente retaliação do Irão na região, comprometem a paz e a segurança internacionais.” Os ataques, que Israel designou como “Operação Rugido do Leão” e os EUA como “Operação Fúria Épica”, tiveram como alvo várias instalações militares e líderes do regime iraniano em cidades como Teerão, Isfahan e Qom.
Em resposta, o Irão lançou dezenas de mísseis balísticos contra Israel e várias bases militares norte-americanas localizadas na região, incluindo países como Jordânia, Kuwait e Arábia Saudita. Esta escalada de violência levanta preocupações sobre a possibilidade de um conflito regional mais amplo.
Guterres sublinhou que todos os Estados-membros da ONU têm a responsabilidade de respeitar o direito internacional, citando a Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial de qualquer Estado. “A Carta constitui o alicerce da manutenção da paz e da segurança internacionais”, afirmou.
Dada a gravidade da situação, Guterres fez um apelo urgente para o fim das hostilidades, advertindo que a continuação dos combates poderia resultar em consequências devastadoras para os civis e para a estabilidade da região. “Apelo a uma cessação imediata das hostilidades e à desescalada. Não o fazer arrisca um conflito regional mais alargado”, alertou.
Além disso, Guterres incentivou todas as partes envolvidas a regressarem à mesa de negociações, reiterando que a resolução pacífica dos litígios internacionais, em conformidade com o direito internacional, é a única alternativa viável. “Leia também: A importância do diálogo na resolução de conflitos internacionais.”
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Fonte: ECO





