A morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irão, foi oficialmente confirmada, após uma longa especulação. Israel anunciou que o corpo foi encontrado, o que poderá acentuar as divisões dentro do regime iraniano. A morte de Ali Khamenei pode levar a Guarda Revolucionária Islâmica a endurecer a sua resposta militar, especialmente após os recentes ataques que o país sofreu. Analistas acreditam que o regime poderá intensificar a repressão interna como forma de evitar qualquer movimento popular que questione a sua autoridade.
A morte de Ali Khamenei era uma das prioridades nas operações dos Estados Unidos e de Israel, que, logo no início do dia, atacaram a zona onde se pensava que o líder se encontrava. Khamenei, que foi presidente do Irão entre 1981 e 1989, nasceu em 1939 numa família de clérigos na cidade de Mexede. Desde jovem, dedicou-se à religião e foi preso várias vezes por se opor ao regime de Mohammad Reza Pahlavi, antes de ser exilado durante três anos. O seu regresso ao Irão, após a revolução de 1979, consolidou a sua posição como uma figura central na nova ordem política.
Durante a guerra Irão-Iraque, na década de 1980, Khamenei estabeleceu laços fortes com a Guarda Revolucionária, que se tornaria um pilar do regime. Após a morte do aiatolá Khomeini, Khamenei foi escolhido pela Assembleia dos Peritos como novo líder supremo em junho de 1989, aos 49 anos. Como líder, tinha amplos poderes, incluindo a capacidade de decretar leis e tomar decisões cruciais sobre a economia e a política externa.
Recentemente, Khamenei enfrentou algumas discordâncias com a Assembleia de Peritos, especialmente após rumores de que tentava colocar um dos seus filhos na linha de sucessão. A morte de Ali Khamenei abre um novo capítulo na política iraniana, com incertezas sobre quem poderá assumir o seu lugar e como isso afetará a estabilidade do regime.
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Fonte: Sapo





