O 11º Congresso Nacional de Agentes e Corretores de Seguros da Associação Nacional de Agentes e Corretores de Seguros (APROSE) decorreu na quinta-feira no Centro de Congressos de Lisboa, reunindo líderes e especialistas para discutir a evolução do setor segurador em Portugal. Este evento, que assinalou os 50 anos da APROSE, foi inaugurado por Nuno Martins, presidente da associação, que destacou a importância da informação e formação contínuas.
O primeiro painel focou-se no futuro dos seguros de saúde, com a participação de representantes de várias seguradoras, incluindo a MGEN, MPS, Grupo Ageas Portugal e Multicare. Ricardo Raminhos, da MGEN, expressou otimismo, afirmando que “daqui a 10 anos, teremos um mercado mais abrangente”. André Rufino, da Ageas Portugal, destacou a aposta na digitalização e na longevidade como essenciais para o crescimento, enquanto Filipe Martins, da Multicare, alertou para a contradição existente no mercado: “a prevenção é importante, mas ainda há sub-investimento”.
O segundo painel abordou o Open Insurance, onde se discutiu o papel das APIs e da standardização na transformação do setor. Leandro Fernandes, da Lluni, sublinhou a necessidade de adaptar os negócios para tirar partido da tecnologia, considerando as APIs como potenciadoras da integração tecnológica.
O terceiro painel, intitulado “Protection Gap – poupança a longo prazo”, contou com intervenções de Marta Ferreira, da Real Vida Seguros, Nuno Serrano, da Lusitania, Maria João Silva, da Generali Tranquilidade, e Ana Paulo, da Zurich Vida. A Real Vida Seguros enfatizou a importância dos benefícios fiscais para incentivar a poupança, enquanto a Zurich Vida destacou a diversidade de produtos disponíveis no mercado. A Lusitania reforçou que a literacia financeira é crucial para a poupança, e a Generali Tranquilidade observou que a população portuguesa tende a ser avessa ao risco.
A “Concentração da Mediação” foi discutida num quarto painel, onde Carlos Varela, da Allianz, e Luís Cervantes, da Caravela, concordaram que a expansão não garante necessariamente rendimento. Ambos enfatizaram a importância de um alinhamento cultural entre as empresas envolvidas em processos de compra e venda.
Por fim, o quinto painel abordou os riscos climáticos e catástrofes naturais, com intervenções de Gustavo Barreto, do Grupo AGEAS Portugal, Nuno Clemente, da Fidelidade, Jorge Pinto, da Zurich, e Mário Vinhas, da MDS. Nuno Clemente alertou para as perdas económicas significativas da última década, que ascenderam a 4 mil milhões de euros, e defendeu que “a sociedade não pode continuar a conviver com este protection gap”. Gustavo Barreto sugeriu que instrumentos como as cat bonds poderiam ajudar a mitigar os danos, enquanto Mário Vinhas propôs que o Estado considerasse subsidiar um seguro paramétrico. Jorge Pinto, da Zurich, reconheceu a complexidade de manter preços acessíveis em seguros sustentáveis, defendendo a mutualização através de produtos modulares e uma intervenção estatal.
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Fonte: ECO





