O Hamas condenou, esta manhã, o que classificou como um “crime hediondo” após a morte do ayatollah Ali Khamenei, o guia supremo do Irão, aos 86 anos. Khamenei era um forte apoiante do movimento islamita palestiniano e a sua morte gerou uma onda de indignação entre diversos grupos da região, incluindo o Hezbollah e a Jihad Islâmica.
Num comunicado, o Hamas lamentou profundamente o desaparecimento de Khamenei e responsabilizou os Estados Unidos e Israel pela agressão. “Os EUA e o governo da ocupação fascista [Israel] são os únicos responsáveis por este ato criminoso, que terá graves repercussões na segurança e estabilidade da região”, afirmaram. O movimento apelou ainda a uma ação internacional imediata para pôr fim aos “crimes” perpetrados por estas nações.
A Jihad Islâmica, que tem colaborado com o Hamas durante os conflitos na Faixa de Gaza, descreveu a morte de Khamenei como um “crime de guerra” e um ataque traiçoeiro. O Hezbollah, por sua vez, garantiu que irá enfrentar a agressão norte-americana e israelita, com o seu líder, Naim Qassem, a afirmar que “quaisquer que sejam os sacrifícios, não abandonaremos o campo da resistência”.
Os Huthis, que controlam o Iémen e são aliados do Hamas, também lamentaram a morte de Khamenei, considerando-o um mártir. O Conselho Político Supremo dos Huthis declarou que Khamenei travou uma longa luta contra os inimigos da nação islâmica e que o seu legado inspirará uma resistência contínua contra os EUA e Israel. O ataque foi classificado como um “crime atroz” e uma violação das normas internacionais.
Durante o conflito entre Israel e o Hamas, os Huthis, aliados do Irão, realizaram ataques com mísseis e drones contra Israel, afirmando que estas ações visavam apoiar os palestinianos. Contudo, após um acordo com os EUA, suspenderam os ataques à navegação no mar Vermelho, mantendo um perfil discreto desde então.
Recentemente, Israel e os Estados Unidos lançaram um ataque militar contra o Irão, alegando a necessidade de eliminar ameaças iminentes do regime iraniano. Em resposta, Teerão lançou mísseis e drones contra bases norte-americanas na região, intensificando a tensão no Médio Oriente. O Presidente dos EUA, Donald Trump, justificou a operação como uma medida de segurança, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que consideram uma “ameaça existencial”.
A morte de Khamenei, que estava no poder há 36 anos, foi anunciada com grande pesar pela televisão estatal iraniana, que decretou um período de luto de 40 dias e sete dias de feriados em sua memória. A situação no Médio Oriente continua a ser volátil, com promessas de retaliação e um clima de incerteza crescente.
Leia também: A influência do Irão no Médio Oriente.
morte de Khamenei morte de Khamenei Nota: análise relacionada com morte de Khamenei.
Leia também: Israel reivindica morte de Ali Khamenei em ataque aéreo
Fonte: Sapo





