Reza Pahlavi, o filho mais velho do xá do Irão, deposto em 1979, manifestou a sua intenção de desempenhar um papel ativo na transição política do país. Num editorial publicado no The Washington Post, Pahlavi afirmou que muitos iranianos lhe pediram para liderar este processo, destacando a coragem demonstrada pelo povo. “Estou impressionado com a sua coragem e respondi ao seu apelo”, escreveu.
O herdeiro do xá delineou um plano claro para o futuro do Irão, que inclui a elaboração de uma nova Constituição, a qual deverá ser ratificada através de um referendo. Após a aprovação, seguir-se-ão eleições livres, supervisionadas internacionalmente. “Quando os iranianos votarem, o governo de transição será dissolvido”, explicou Pahlavi.
Pahlavi tem sido um crítico acérrimo do regime iraniano nos últimos 47 anos e expressou gratidão ao ex-Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas ações que, segundo ele, enfraqueceram o regime do aiatola Ali Khamenei. Ele elogiou a retirada do “acordo nuclear irresponsável” de 2015 e as sanções impostas a Teerão, assim como a eliminação de Qasem Soleimani, comandante da Força Quds da Guarda da Revolução, em 2020. “Mesmo com a ajuda dos EUA e de Israel, a vitória final será forjada pelo povo iraniano”, afirmou.
O herdeiro do xá acredita que o “renascimento” do Irão poderá trazer uma nova era de paz e prosperidade. Pahlavi sublinhou que o Irão não repetirá os erros do Iraque, prometendo que não haverá dissolução das instituições nem caos após a queda do regime. Desde o ano passado, ele defende o “Projeto de Prosperidade do Irão”, um plano político e económico que visa estabelecer um governo provisório de transição.
Este plano inclui um roteiro detalhado para a recuperação nacional, com foco nos primeiros 100 dias após a queda do regime e na estabilização a longo prazo do país. Pahlavi afirmou que conta com o apoio de líderes empresariais de todo o mundo para implementar esta visão.
“Um Irão democrático transformaria o Médio Oriente, convertendo uma das fontes de agitação mais persistentes do mundo num pilar de estabilidade regional”, concluiu Pahlavi. Ele também elogiou os acordos de Abraham, que visam normalizar as relações entre Israel e vários países árabes, afirmando que um Irão livre poderia ampliar esse avanço ao reconhecer Israel e buscar um quadro de paz regional mais amplo.
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Fonte: ECO





