Os mercados financeiros reagiram com surpreendente calma ao ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, ocorrido durante o fim de semana. Na abertura da sessão de segunda-feira, as principais bolsas de Nova Iorque iniciaram em território negativo, mas rapidamente recuperaram, demonstrando uma resiliência notável. Embora as notícias sobre o encerramento de infraestruturas energéticas no Qatar e na Arábia Saudita tenham chegado ao mercado, Wall Street manteve-se relativamente estável.
O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que o conflito no Médio Oriente poderá prolongar-se por “quatro ou cinco semanas”, podendo até ser mais prolongado, sem descartar o envio de tropas norte-americanas para a região. Apesar deste cenário, os investidores parecem acreditar que a situação é temporária e que os problemas no setor petrolífero se resolverão rapidamente. Bill Smead, fundador da Smead Capital Management, comentou à Reuters que “os participantes do mercado acreditam que tudo isto é temporário”.
O índice S&P 500 registou uma ligeira subida de 0,04%, atingindo os 6.881,62 pontos, enquanto o Nasdaq, que é mais focado em tecnologia, subiu 0,36%, alcançando os 22.748,86 pontos. O único índice que não acompanhou esta tendência foi o Dow Jones, que cedeu 0,15%, terminando o dia nos 48.904,78 pontos.
Com o aumento dos preços do petróleo, que ultrapassaram a barreira dos 70 dólares e se aproximaram dos 80 dólares para o Brent, as ações da Chevron e da ExxonMobil valorizaram-se em 1,47% e 1,11%, respetivamente. As empresas de defesa também beneficiaram da escalada de tensões no Médio Oriente, com a Lockheed Martin a subir 3,36% e a Northrop a ganhar 6,03%.
Por outro lado, as empresas ligadas ao turismo não tiveram a mesma sorte. A Delta Air Lines viu as suas ações descerem 2,24%, enquanto a United Airlines caiu 2,91%. A Norwegian Cruise, uma empresa de cruzeiros, registou uma queda acentuada de 10,53%.
Este ataque ao Irão e as suas consequências no mercado são um reflexo da fragilidade da situação geopolítica na região. Os investidores continuam a monitorizar de perto a evolução dos acontecimentos, esperando que a situação se normalize em breve. Leia também: O impacto do aumento do petróleo na economia global.
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Fonte: ECO





