Bolsa de Lisboa resiste à turbulência com Galp em alta de 7,4%

A Bolsa de Lisboa conseguiu escapar à onda de quedas que afetou os mercados europeus, graças a um desempenho notável da Galp Energia. Na sequência de ataques conjuntos dos EUA e de Israel ao Irão, os mercados financeiros reagiram com nervosismo, refletindo o receio de uma escalada militar no Médio Oriente, uma região crucial para o fornecimento global de petróleo.

O barril de Brent registou uma subida de cerca de 7%, atingindo os 78 dólares. Este aumento, embora tenha gerado preocupação entre os investidores, acabou por beneficiar a bolsa portuguesa, que fechou a perder apenas 0,04%, situando-se nos 9.272,47 pontos. Em contraste, as principais praças europeias sofreram quedas acentuadas: o índice francês CAC 40 caiu 2,17%, o DAX alemão recuou 2,4% e o IBEX espanhol desvalorizou 2,6%.

O Stoxx Europe 600, que agrega as maiores cotadas do continente, afundou 1,65%, a maior correção diária desde novembro, penalizado principalmente pelos setores financeiro e do consumo cíclico. Entre as 600 empresas que compõem este índice, 83% fecharam em baixa, com o setor do turismo a ser particularmente afetado. O grupo de viagens TUI liderou as perdas, com uma queda de 9,9%, seguido pela cadeia hoteleira Accor e pela empresa de cruzeiros Carnival, que recuaram 8,9% e 8%, respetivamente.

Em Lisboa, a Galp destacou-se como a grande protagonista da sessão, com as suas ações a dispararem 7,27%, a maior valorização diária desde abril de 2024, fixando-se nos 19,55 euros. Este desempenho deve-se a dois fatores: a subida do preço do petróleo, que beneficia diretamente as receitas da empresa, e a apresentação de resultados que revelou lucros recorde de 1,15 mil milhões de euros em 2025, um crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Desde o início de 2026, as ações da Galp acumulam uma valorização de 33,6%.

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A EDP também ajudou a mitigar o impacto negativo no PSI, com as ações da EDP Renováveis a subirem 1,12% e as da EDP a avançarem 0,62%. Este desempenho reflete a menor exposição das energias renováveis às flutuações do mercado do petróleo.

Por outro lado, a Semapa registou uma queda de 3,16%, puxada pela sua subsidiária Navigator, que recuou 2,97%. O BCP também não contribuiu para um desempenho positivo, terminando a sessão a perder 2,96%. A Altri completou a lista dos maiores perdedores, com uma desvalorização de 2,69%.

Enquanto a Europa enfrentava dificuldades, a bolsa de Telavive teve um desempenho inverso, com o índice Tel Aviv 35 a valorizar 4,61%, atingindo um novo máximo histórico. O setor energético israelita foi o motor desta subida, beneficiando da instabilidade no Irão, que pode abrir portas a oportunidades económicas para Israel.

No mercado obrigacionista, Portugal manteve uma relativa serenidade, com oscilações mínimas nas obrigações soberanas. As obrigações a 10 anos apresentaram uma yield de 3,075%, enquanto as de dois anos transacionaram a uma taxa média ponderada de 2,127%.

Esta segunda-feira demonstrou que os mercados financeiros não toleram incertezas. O Médio Oriente voltou a ser um foco de preocupação, afetando o turismo e o setor bancário. Apesar das dificuldades, a Bolsa de Lisboa mostrou resiliência, em grande parte graças ao desempenho da Galp. O futuro próximo dependerá, em boa medida, dos desenvolvimentos geopolíticos a milhares de quilómetros de distância.

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Bolsa de Lisboa Bolsa de Lisboa Bolsa de Lisboa Nota: análise relacionada com Bolsa de Lisboa.

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Fonte: ECO

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