Defesa, segurança e energia em alta com instabilidade geopolítica

As empresas dos setores de defesa, segurança e energia estão a caminho de um desempenho superior nas bolsas, impulsionadas pela instabilidade geopolítica. Esta análise é de António José Duarte, economista que partilhou as suas previsões sobre o impacto do conflito no Irão. Segundo Duarte, é expectável uma rotação na exposição setorial, com os investidores a reavaliarem as suas estratégias.

Por outro lado, setores mais sensíveis ao crescimento económico, como a tecnologia e o consumo, poderão enfrentar maiores desafios. O economista alerta que a expectativa de uma redução no consumo poderá pressionar estas áreas, tornando a duração do conflito um fator crucial para avaliar o impacto na economia real.

Nos próximos dias, é provável que se assista a um aumento da volatilidade nos mercados. Os investidores tendem a adotar uma postura mais cautelosa, reduzindo a sua exposição a ações e aumentando a procura por ativos considerados “sem risco”, como o ouro e os títulos de dívida pública. Esta mudança reflete uma busca por preservação de capital em tempos de incerteza, uma tendência que se intensifica com a instabilidade geopolítica.

A recente subida acentuada dos preços do petróleo e do gás natural na Europa, com aumentos de 8% e 22%, respetivamente, já está a causar um choque de oferta significativo. Este aumento nos custos de produção afeta especialmente os setores industriais que dependem intensivamente de energia. Com a procura na Europa a mostrar-se frágil, o risco de um cenário stagflacionista aumenta, colocando pressão sobre as margens de lucro.

Se a escalada do conflito se prolongar e os preços da energia permanecerem elevados, o prémio de risco inflacionário poderá ser novamente integrado nas curvas de rendimento dos países europeus, pressionando as yields a longo prazo. Este cenário é uma preocupação para os investidores e pode ter repercussões significativas nas decisões de política monetária.

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Duarte sublinha que o impacto do conflito no Irão poderá ter implicações diretas na política monetária do Banco Central Europeu. Um novo choque energético pode atrasar ou até suspender um ciclo de flexibilização monetária que estava previsto. A instabilidade geopolítica, portanto, não só afeta os mercados financeiros, mas também pode moldar as políticas económicas futuras.

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instabilidade geopolítica instabilidade geopolítica Nota: análise relacionada com instabilidade geopolítica.

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Fonte: Sapo

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