Mercados encerram fevereiro com oscilações entre perdas e ganhos

Fevereiro despediu-se com uma semana marcada pela instabilidade nos mercados, que enfrentaram uma série de desafios, incluindo novas tarifas comerciais anunciadas por Donald Trump e as negociações em curso entre o Irão e os Estados Unidos. A terceira ronda de conversações entre os dois países trouxe “progressos significativos”, mas as discussões técnicas estão agendadas para esta semana em Viena, na Áustria.

Os resultados financeiros da Nvidia também foram um ponto de destaque, superando as expectativas dos analistas com um lucro anual de 120,067 mil milhões de dólares, o que representa um aumento de 64,8%. Apesar disso, os analistas da XTB afirmam que os resultados do quarto trimestre foram recebidos com alguma decepção, levando o Nasdaq 100 a registar a sua terceira perda mensal em quatro meses. Os investidores estão preocupados com a sustentabilidade das receitas da Nvidia e os elevados gastos em investimentos.

Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe, destaca que a preocupação dos investidores se deve às avaliações elevadas das empresas tecnológicas ligadas à inteligência artificial. “Os investidores questionam se os gastos em capital trarão o crescimento necessário para sustentar as avaliações atuais”, afirma Valente. Esta reação indica que o mercado está a exigir provas mais concretas de retorno sobre o investimento em IA, especialmente num contexto de taxas reais elevadas, que limitam a tolerância a avaliações exigentes.

Apesar das oscilações, os analistas da XTB notam que os mercados acionistas americanos fecharam o mês de forma “praticamente estável”. Esta semana, será divulgada a taxa de inflação preliminar na zona Euro, que em janeiro se fixou em 1,7%. Espera-se que a inflação subjacente caia para 2,1%, refletindo a moderação nos serviços e a fraqueza dos bens industriais não energéticos. Com o Banco Central Europeu (BCE) a manter as taxas inalteradas, um resultado em linha com as expectativas poderá apoiar a abordagem “paciente e dependente dos dados”, adiando qualquer corte nas taxas para o segundo semestre do ano.

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Nos Estados Unidos, será divulgada a variação do emprego não agrícola, após o relatório de janeiro ter surpreendido os analistas. Para fevereiro, o consenso aponta para um ganho entre 70.000 e 90.000 empregos, com a taxa de desemprego a manter-se estável entre 4,3% e 4,4%. Esta leitura será crucial para avaliar se o mercado de trabalho está a estabilizar a um ritmo mais lento, mas positivo, ou se a tendência de fraqueza do final do ano passado está a ressurgir.

Atualmente, o mercado de taxas de juro nos EUA antecipa cerca de 50 pontos base de cortes da Reserva Federal em 2026, com o primeiro movimento de 25 pontos base previsto para julho e outro em dezembro.

Por fim, a primeira-dama norte-americana, Melania Trump, será a responsável pela reunião do Conselho de Segurança da ONU, num momento em que os Estados Unidos assumem a liderança rotativa do órgão, o que promete ser um evento histórico.

Leia também: “Impacto das tarifas comerciais nos mercados globais”.

mercados mercados Nota: análise relacionada com mercados.

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Fonte: Sapo

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