As tensões no Médio Oriente atingiram um novo nível de incerteza, levando os mercados financeiros a entrar no que analistas do banco suíço Julius Baer descrevem como um “nevoeiro de guerra”. A escalada do conflito regional gerou preocupações sobre a estabilidade, mas a instituição financeira mantém uma postura cautelosa, afastando, por enquanto, a ideia de uma catástrofe iminente.
Christian Gattiker e a sua equipa de análise identificam dois cenários críticos: um aumento rápido e intenso no preço do petróleo ou uma perturbação mais prolongada e caótica. A energia está no centro desta tempestade, com o Estreito de Ormuz sob vigilância constante. No entanto, o maior risco identificado pelo Julius Baer é a possibilidade de danos nas infraestruturas de petróleo e gás. O cenário mais provável aponta para um aumento acentuado dos preços, mas de curta duração, reduzindo a probabilidade de uma crise energética global significativa.
Com o aumento da volatilidade nos mercados, os investidores ativaram o “manual de crise”. O dólar americano (USD) e o franco suíço (CHF) fortaleceram-se como refúgios seguros. Moedas de países exportadores de energia, como o dólar canadiano e a coroa norueguesa, também beneficiaram desta situação.
O ouro, por sua vez, continua a desempenhar o papel de estabilizador nas carteiras de investimento. O Julius Baer mantém uma visão positiva sobre o metal precioso, embora a contenção de países vizinhos possa limitar novas valorizações explosivas. No que diz respeito às obrigações, as Obrigações do Tesouro dos EUA recuperaram a sua função de cobertura, e o banco recomenda manter uma exposição a dívida de curto prazo em segmentos de maior risco.
Apesar do nervosismo que se sente nos mercados, o Julius Baer recorda que a história mostra que os choques geopolíticos no Médio Oriente costumam seguir um padrão: quedas acentuadas, mas breves, seguidas de estabilização. Para mitigar perdas, as ações do setor de petróleo e gás são recomendadas como uma proteção parcial contra o choque da oferta.
Em resumo, embora a atual situação possa representar um “ponto de viragem” para a geopolítica regional, a recomendação para os investidores é de vigilância sem pânico. É essencial focar em ativos de refúgio e na resiliência histórica dos mercados perante conflitos localizados. Leia também: O impacto das tensões no Médio Oriente na economia global.
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Fonte: Sapo





