Crescimento da economia portuguesa abranda no 1º trimestre de 2026

O Barómetro de Conjuntura Económica da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, em parceria com o ISEG, revelou que o crescimento económico de Portugal está a abrandar no primeiro trimestre de 2026. Este desempenho mais modesto é uma consequência inevitável da desaceleração do PIB, que registou um crescimento de 0,9% no último trimestre do ano passado. As previsões para o crescimento económico em 2026 situam-se entre 1,8% e 2,2%.

Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP, sublinha que a moderação da atividade económica nos setores da produção industrial, serviços e retalho, observada desde novembro, é agora exacerbada por interrupções em várias indústrias e explorações agropecuárias, devido a eventos climáticos extremos que afetaram o país. No entanto, a evolução positiva do mercado de trabalho e a execução dos fundos do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) devem continuar a sustentar a procura interna neste trimestre.

Os dados disponíveis até agora, limitados a janeiro, mostram alguns sinais encorajadores. As vendas de automóveis ligeiros de passageiros aumentaram 16,1% em comparação com o ano anterior, enquanto as vendas de ligeiros de mercadorias cresceram 5,6%. Além disso, o consumo de eletricidade registou um aumento homólogo de 5,9%, segundo a REN. Contudo, a produção de automóveis ligeiros de passageiros caiu 10,9% em janeiro em relação ao mesmo mês de 2025.

O Barómetro CIP/ISEG também alerta para os efeitos imediatos do conflito entre os Estados Unidos e Israel com o Irão, que estão a impactar os preços dos produtos petrolíferos e os custos de transporte a nível global, especialmente no transporte marítimo. O agravamento dos riscos geopolíticos leva a CIP a advertir sobre a possibilidade de uma alta prolongada dos preços do petróleo e do gás natural.

Rafael Alves Rocha afirma que, se a situação se agravar, será necessário implementar medidas de resposta com duas prioridades: fornecer apoios diretos às empresas mais afetadas pelo aumento dos custos energéticos e adotar medidas que atenuem o impacto da subida dos custos de produção e transporte nos preços ao consumidor.

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Fonte: Sapo

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