Marcelo Rebelo de Sousa anuncia fim da intervenção política

Marcelo Rebelo de Sousa, ao concluir a sua presidência, anunciou que não irá mais intervir na vida política. Durante uma reunião do Conselho de Ministros, o ainda Presidente da República expressou a sua intenção de se dedicar a outras atividades, que considera civicamente importantes, mas que não são de natureza política. Este anúncio surge a poucos dias de deixar o Palácio de Belém, após décadas de intervenção política.

“É mesmo o fecho da intervenção política”, afirmou Marcelo, sublinhando que, após 60 anos de envolvimento em diversas funções, desde governante a comentador, é fundamental saber sair de cena. O ex-Presidente reconheceu que esta é uma das tarefas mais difíceis, mas que é necessária para a saúde das instituições. “Há momentos na vida em que temos de fazer opções”, disse, referindo a importância de não criar confusões na política nacional.

Marcelo destacou que, após a tomada de posse de António José Seguro, a sua presença na esfera política não deve ser esporádica, pois isso poderia gerar uma situação equívoca. Ele aprendeu, enquanto Presidente, a admirar ainda mais os seus antecessores e a complexidade do cargo. “Aprendi quantas vezes eu não gostaria de ter ex-presidentes a intervir na vida política”, confessou.

No entanto, o ex-Presidente admitiu que será um desafio manter-se afastado da política. “Veremos. O primeiro-ministro desconfia, diz que a tentação vai ser muito grande”, comentou, entre risos. Marcelo enfatizou que a sua intenção é contribuir para a saúde das instituições, evitando intervenções desnecessárias.

O Conselho de Estado, onde Marcelo poderá intervir se necessário, é o único espaço onde admite continuar a participar. Ele mencionou que poderá abordar temas como educação, cultura e serviços sociais, mas reiterou que a sua abstenção da intervenção política é uma questão de princípio.

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Marcelo também refletiu sobre a sua coabitação com o atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmando que foram “felizes e eficazes”. O primeiro-ministro elogiou o espírito de colaboração entre ambos, destacando a importância da proximidade e do serviço ao país. “Fomos felizes e fomos eficazes, porque convivemos com espírito de amizade e solidariedade”, disse Montenegro.

A despedida de Marcelo Rebelo de Sousa marca o fim de uma era na política portuguesa, onde a sua figura foi central em momentos decisivos. Agora, o ex-Presidente prepara-se para um novo capítulo, longe da intervenção política.

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Fonte: ECO

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