Luís Montenegro, presidente do PSD, anunciou a intenção de realizar eleições diretas no partido em maio, com o objetivo de eliminar quaisquer dúvidas sobre a liderança. Durante a sua intervenção no Conselho Nacional, aberta à comunicação social, Montenegro desafiou aqueles que tenham uma “visão diferente” a apresentarem-se. Esta declaração surge como uma resposta implícita à recente entrevista de Pedro Passos Coelho ao ECO, onde o ex-primeiro-ministro sugeriu que o Governo deveria ter procurado acordos com o Chega e a IL para assegurar a estabilidade necessária para reformas estruturais.
Montenegro afirmou: “Gosto de ser claro e direto: se houver um caminho alternativo que seja apresentado e que mereça a apreciação do partido e dos seus militantes, estamos aqui para transformar Portugal.” O líder do PSD enfatizou que o partido não pode ter dúvidas sobre o “caminho reformista” que o atual Governo está a seguir, embora esteja aberto a “incentivos à mudança”, uma expressão utilizada por Passos Coelho.
Na sua entrevista, Passos Coelho deixou claro que não está a preparar um regresso à política, mas não excluiu essa possibilidade no futuro. Ele afirmou: “Quando eu quiser candidatar-me, candidato-me, e anuncio que me vou candidatar.” Esta posição contrasta com a de Montenegro, que sublinhou a importância de ter a confiança dos militantes do PSD e dos eleitores portugueses.
Montenegro também abordou as críticas que o PSD tem recebido, afirmando que não pode ser o partido a duvidar do seu próprio trabalho. “Aqueles que no PSD acham que este Governo é uma repetição do passado não estão a compreender o que estamos a fazer”, disse. O líder do PSD reconheceu que o partido não é infalível e que aceita sugestões para melhorar a sua atuação.
O presidente do PSD recordou que foi eleito pela primeira vez a 28 de maio de 2022 e que já propôs à Comissão Política Nacional o regresso das eleições diretas a este calendário. Ele acredita que isso permitirá ao partido manter a sua estratégia política sem perturbações. Montenegro apontou como exemplos de “reformas estruturais” os acordos com carreiras da administração pública, a redução de impostos e as alterações à legislação laboral em negociação.
“Se tivermos dúvidas, não conseguiremos garantir a estabilidade nem executar a nossa agenda transformadora”, concluiu Montenegro. A proposta de diretas no PSD para maio reflete a sua determinação em solidificar a liderança do partido e a sua visão para o futuro.
Leia também: O impacto das reformas estruturais no PSD.
diretas no PSD diretas no PSD diretas no PSD diretas no PSD Nota: análise relacionada com diretas no PSD.
Leia também: Capital de risco: a importância da visão estratégica
Fonte: ECO




