Zelensky ameaça mobilizar exército contra Orbán por ajuda a Kiev

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez uma declaração contundente esta quinta-feira, ameaçando recorrer ao exército ucraniano para pressionar o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, caso este continue a bloquear a aprovação de um empréstimo de 90 mil milhões de euros, já aprovado pela União Europeia (UE) em dezembro. Zelensky enfatizou a importância deste financiamento para garantir que as Forças Armadas da Ucrânia mantenham o acesso a armamento essencial.

Durante uma reunião pública com o seu Governo, Zelensky questionou o ministro da Defesa, Mikhailo Fedorov, sobre as necessidades económicas do país. “Esperamos que essa pessoa, na União Europeia, não bloqueie os 90 mil milhões de euros, ou a primeira parcela dos 90 mil milhões de euros. Caso contrário, daremos o endereço dessa pessoa às nossas Forças Armadas, para que possam contactá-lo na sua própria língua”, afirmou Zelensky, referindo-se a Orbán.

A posição de Orbán é clara: ele irá impedir a emissão da dívida necessária para financiar o empréstimo à Ucrânia até que Kiev restabeleça o trânsito de gás russo para a Hungria através do oleoduto Druzhba. Desde 27 de janeiro, a Hungria não recebe petróleo por essa via, devido a danos provocados por um ataque russo a uma parte do gasoduto na Ucrânia.

A situação gerou reações em cadeia. O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, expressou “total solidariedade” com Orbán, alertando que, se Zelensky continuar com este tipo de declarações, outros países da UE poderão também bloquear a ajuda a Kiev. Fico pediu aos líderes europeus que se distanciem das “declarações de chantagem” de Zelensky.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já tinha instado Zelensky a acelerar a reposição do funcionamento da infraestrutura do oleoduto. Orbán, por sua vez, defende que o oleoduto está operacional e acusa Kiev de manter o trânsito de petróleo russo suspenso por razões políticas. O líder húngaro exigiu que a Ucrânia permita que uma equipa de especialistas húngaros avalie a infraestrutura.

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Recentemente, a Hungria libertou dois prisioneiros de guerra ucranianos, o que provocou indignação em Kiev, uma vez que a libertação foi resultado de negociações unilaterais com Moscovo. Desde o início da guerra russa na Ucrânia, em fevereiro de 2022, as relações entre Kiev e Budapeste têm sido marcadas por tensões constantes. Orbán é considerado o líder europeu mais próximo do Kremlin e tem-se oposto ao armamento da Ucrânia e à imposição de sanções à Rússia.

A situação é complexa e a ajuda a Kiev continua a ser um tema central nas discussões entre os líderes europeus. Leia também: A relação entre a Hungria e a Ucrânia: um olhar sobre o passado e o presente.

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Fonte: ECO

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